Considerações finais

Muito obrigado a todos que acompanharam as bem aventuradas linhas deste blog. Contamos com vocês em 2010. Continuem se comunicando e enviando seus comentários, dúvidas, sugestões e reclamações. Obrigado pelo apoio! Feliz ano novo!

Considerações quase finais

Espero que a correria de fim de ano seja aceita como justificativa deste humilde escrevente aos nobres leitores deste espaço. Como alguns já devem saber, estou trabalhando num shopping e, apesar de ter começado em 30 de novembro, creio que já vou tirar um décimo terceiro só de horas-extras! Com o consumismo desenfreado, tenho passado facilmente das dez horas diárias de trabalho, e sem folga! Reforço aqui meu pedido aos leitores: doem sangue. Eu vou na segunda, no Pérola Byington, até para isso não estava dando tempo. Continuarei escrevendo sobre minhas impressões a respeito do capitalismo, o trabalho está me permitindo fazer observações interessantíssimas. Dica de filme: Ladrões de Bicicleta, assisti antes de ontem e me emocionei mais uma vez com a bravura e também o desespero do pobre Ricci e seu pequeno e amoroso filho Bruno. A China não para de copiar o ocidente e fez também a sua versão sobre as mazelas urbanas sobre duas rodas: "Bicicletas de Pequim" também é um bom filme, mas sinto muito, fico com a primeira versão (1948) do italiano Vitorio de Sicca. PS: não tenho a menor ideia de como vai ser meu réveillon, infelizmente desta vez não vou correr a São Silvestre pois meu ano foi muito turbulento, passei por três empregos, arrumei uma namorada que me deu mais dor de cabeça do que eu imaginava que uma mulher fosse capaz e tranquei a faculdade. Não consegui me dedicar aos treinos regulares. O certo é que há 101% de chances de eu estar trabalhando até as 18h. Um braço, digo, um abraço.

Metamorfose - a fúria dos lobisomens!


Data: 19/12/09

Horário: a partir das 18h30

Local: Bardo Batata - Gastronomia e Cultura.

Rua Bela Cintra, 1333, Jardins, S. Paulo/SP

Site do Bardo Batata: http://www.bardobatata.com.br

Organizador: Ademir Pascale (Invasão e Draculea: O livro Secreto dos Vampiros)

Autores convidados: Marco Bourguignon (Editor da Scarium) e Adriano Siqueira (Amor Vampiro)

Prefácio: J.Modesto (Trevas e Anhangá: A Fúria do Demônio)

Editora: All Print

Com presença confirmada de vários autores: Ademir Pascale, J. Modesto (prefaciador) Elenir Alves, Adriano Siqueira, Almir Pascale, Armin Daniel Reichert, Luciana Fátima, Larissa Caruso, Dione Mara Souto da Rosa, Frank Bacurau, Maurício Montenegro, Jorge Ribeiro, André Paim, André Bozzeto Junior, Pedro Moreno, Lino França Jr., Raphael O Lord, Mariana Albuquerque, Leonardo A. Ragacini e outros.

COMPAREÇA E PEGUE O SEU AUTÓGRAFO.

Cards e marcadores de páginas gratuitos no lançamento.

Link do mapa para chegar até o local (copie o link e cole em seu navegador):

http://ruas.guiamais.com.br/index.php?controller=guiaderuas&init=map&address=BR|SP|SAO PAULO|Rua Bela Cintra| 1333|-23.557880235294117|-46.66337976470588&zoom=1

O livro estará sendo vendido no lançamento por R$ 30,00, nas livrarias estará saindo por R$ 32,00.

Neste Natal, dê um monstro de presente:

Pré-venda com Ademir Pascale (R$ 30,00, frete incluso), envie um e-mail para ademir@cranik.com

Aguardo você lá.

Um forte abraço,

*´¨)
¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·` *Ademir Pascale
Editor
http://www.cranik.com , http://www.divulgalivros.org , http://www.oentrevistador.com.br e http://www.literaturafantastica.com.br

e-mail: ademir@cranik.com

Equipe Cranik:
http://www.cranik.com/equipe_cranik.html

"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais volta ao seu tamanho original" Albert Einstein


O Dragão de Shoah

Não, este não é o título da continuação do Baronato. Apesar de termos um dragão "stea.punk" no livro.

Lembram que eu procurava uma editora para o Baronato? Pois é, achei mais rápido do que imaginava. Depois de uma longa conversa com o Erick, da Editora Draco, firmamos uma parceria/contrato e demos por encerrada a questão "quem leva o barão?"

Agora começamos a parte "chata" da escrita. Revisar, apontar incongruências, tirar ou substituir partes. Enfim, dar uma melhorada no texto para que você, leitor, possa usufruir ao máximo desta obra.


Já começamos a ver o processo de divulgação e as promoções para o lançamento!

Uma ideia brilhante

Mas será o Benedito? Aquilo não acabava mais! Raios duplos! Quanta chateação...
Olhou para o lado mas a distração era rápida para não perder nem mais uma palavra. E já tinha perdido várias. Saco! Ela não para mais? Deixe estar.
A ideia inicial era um ditado. Deus castigue os ditadores. Eles não querem saber de você e te atropelam. Aqueles que se saem bem no ditado acabam arranjando um empreguinho de taquígrafo na prefeitura, ou com sorte vira escrivão em algum cartório imundo do interior.
E lá veio outra nota baixa quentinha saindo para o Pedrinho. Apesar disso era um menino inteligente mas aquela múmia de professora não tinha sensibilidade.
Durante a aula teve uma dúvida:
-Professora, por que o queijo suíço tem furinhos?
-Não sei menino! Não gosto de queijo e muito menos da Suíça.
-Se o caranguejo só anda de lado, como ele faz para ir pra frente?
-E eu é que vou saber? Que pergunta!
-Professora...
-Pedrinho, agora é a minha vez de fazer-lhe perguntas, por que não está fazendo a lição?
-Mas estou professora.
-Não estou vendo.
-É porque agora estou conversando com a senhora.
-Você não me engana. Já para lousa!
-Por quê?
-Porque eu quero!
-O que a senhora quer?
-Quero que estude.
-Por quê?
-Pra conseguir um emprego, se sustentar etc.
-Etc também?
-Chega Pedrinho! Que impertinência!
-Professora... Diz o menino sem jeito.
-Eu queria saber o que é etc...
-Etc significa muitas coisas, Pedrinho.
-Uma multidão pode ser etc professora?
-Quanta petulância Pedrinho! Não!
-Mas etc não é um monte de coisas?
-Não chateia Pedro...
E mandou a classe se preparar porque ainda naquele mês haveria mais um ditado, surpresa desta vez. O que irritava na professora era sua mente lunática e a ilusão de que todos eram rápidos como ela, magina! Mal dava tempo de respirar ou piscar os olhos. Pedrinho esforçado que era, pediu ajuda ao irmão mais velho para se preparar para o grande dia. Sempre atencioso, anotava as dúvidas e ia pedir explicações ao dicionário que tinha em casa. Memorizava com mais facilidade justamente as palavras cujos significados desconhecia. Usava um grande dicionário em seus estudos (diários).
Muitos dias depois quando nada acontecia e Pedro já até se esquecera das lições a professora informa:
-Ditado.
Em princípio teve medo, pensou em simular uma dor de barriga crônica, um desmaio, qualquer coisa para fugir do que estava por vir.
Não teve jeito.
Aos primeiros sons proferidos pela professora para serem imediatamente transcritos pelos alunos, que mais se assemelhavam à harpa do inferno, Pedro temia o branco, que poderia vir a qualquer momento. Podia ter um troço, um infarto fulminante tamanha era a pressão. Teve uma brilhante ideia e resolveu pô-la em prática antes que a esquecesse. Pouco a pouco a megera notava um sorriso que timidamente crescia no rosto do menino. Ela gostava de ditar palavras para testar a concentração dos alunos, na verdade não suportava barulho. Ao corrigir as lições à noite após a novela e bebendo café velho, leu a prova do menino, onde lia-se: carro, chato, gato, mato, rato, roça, viço etc...

Terminei o Baronato de Shoah e agora?

Terminei o Baronato ontem a noite, umas 11:30 da noite. Claro, falta revisar os dois últimos capítulos e corrigir alguns absurdos.
fiquei feliz em conseguir escrever um embate entre um dragão-steam, uma caravela-mecha e um robô gigante como "combate final" do livro, ao lado do duelo do mocinho e do bandido.

Agora vem a parte mais complicada, conseguir uma editora que aposte nesta história. Sabe, escrever é legal e tudo, mas eu vim até aqui para ser publicado e viver da escrita. Tá aí um ponto pra pensar: quando você escreve o que você procura?

Você quer ser um escritor? Mesmo não sendo famoso?
Quer escrever um best-seller e depois desaparecer? Ou prefere escrever vários livros menores e estar sempre aí? Ou melhor, SEMPRE vender muito?

Lembre-se, quando você apresenta seu livro para uma editora você está vendendo um produto. Literatura é arte? É sim, e arte tem valor, meu amigo. Ou você acha que eles vão te dar a Monalisa por que o Da Vinci "fez pela arte"?

Apresentar um livro a uma editora é um trabalho árduo, deve ser feito como uma entrevista. Você coloca sua melhor roupa, arma seu currículo e vai atrás. Adote uma postura profissional ao entrar em contato com uma empresa, afinal, o que você está oferencedo é fruto de sacrifício e luta, não é?

Fica aí a dica rápida para os leitores.
Torçam por mim!

- ps - ainda não sei que fim leva este blog. Acho que ele continua no mesmo formato, alternando dicas, releases, resenhas e o Baronato. O que vocês acham?

Editora Draco - Xochiquetzal - uma princesa asteca entre os incas -


O primeiro romance de Gerson Lodi-Ribeiro, o maior nome do gênero de História Alternativa no Brasil, com contos e noveletas publicados internacionalmente, Xochiquetzal – uma princesa asteca entre os incas é uma leitura fascinante para fãs de ficção especulativa ou para aqueles que procuram saborear uma nova e agradável experiência literária nacional.
“E se os portugueses tivessem acreditado em Colombo, descoberto a América e se aliado às civilizações que aqui floresciam?”
É desse ponto de partida – ou seria ponto de divergência? – que se desenvolve a história contada por Xochiquetzal, princesa dos astecas e filha d’algo entre os portugueses.
Casada com um dos maiores navegantes do Reino, o almirante Vasco da Gama, acompanha-o em suas viagens às terras distantes d’Além Mar. Com seu ponto de vista entre o irônico e o terno sobre a relação entre Portugal e as terras do novo continente, chamado de Cabrália, ela nos conduz em um admirável mundo novo – tanto para ela quanto para nós – em que portugueses e cabralianos se uniram para singrar os mares nunca antes navegados numa crônica minuciosa, divertida e emocionante, passando pela lendária Calicute até a misteriosa Cusco nas Alturas. O cotidiano da guerra, do mar e da relação entre duas pessoas tão diferentes é narrado de forma tão convincente que, no final, talvez fique a dúvida ao leitor sobre qual realidade seria ‘verdadeira’ e qual seria criada pelo escritor.

Caça às bruxas

Como gosto bastante da cultura russa, descobri um lugar em São Paulo chamado Tchayka – A Casa da Rússia. Lá, é possível encontrar uma porção de objetos que remetem ao país dos czares, de Dostoiévsky, Lênin, Korsakov e o maravilhoso Tchaikovsky. Há desde cds às tradicionais matriushkas. É fácil ficar longos minutos admirando reproduções de cartazes de filmes como Encouraçado Potemkim (1925) ou Ivan o Terrível (1944), obras-primas de Einsenstein. Na trilha sonora, a sétima sonata para piano de Serguei Prokofiev e a sinfonia concertante de Dmitri Shostakovitch completam o agradável clima eslavo.

Digo isso para introduzir outro assunto: saí de lá feliz com uma camiseta vermelha onde se lê as inicias CCCP, não a de “Cuidado com o Crioulo Pelé”, quando nossa seleção bateu os comunistas por 3 a 0 numa copa do mundo perdida do século XX, mas de Soyuz Soveietskih Sotsialistitcheskih Respublik, ou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Passei a usá-la, e muitos me perguntaram: Maurício, você é mesmo comunista?

Olha, não sei bem, mas acho que sou. Estou acostumado com o capitalismo, é um sistema medíocre e capenga mas vá lá, às vezes funciona. Não tenho idade o bastante para saber como era “antigamente”, mas desconfio de que George Orwell estava certo. O comunismo pertence mesmo ao cemitério da história. Quando passo por lugares como a cracolândia, fico triste e desejando que toda aquela gente tivesse emprego, casa e família. Revolta ver tanto prédio que poderia estar sendo usado como moradia lacrado e abandonado. Desejo que toda cidade do Brasil tivesse ao menos um centro cultural, onde estivesse à disposição dos moradores um grande acervo de livros, filmes e discos com a nossa música brasileira. Brasil para os brasileiros! Desejo que as pessoas mais humildes tivessem acesso a museus, concertos, cinemas, teatros (entenda-se educação e erudição) e tudo mais que sonhassem. Desejo que moradores se unissem e lutassem pelos seus direitos nas comunidades pequenas e respeitassem a si próprios enquanto seres humanos, zelando pela coletividade num ambiente de fraternidade. Creio que isso são desejos comunistas.

Revolta um menino de rua parar no sinal, pedir um trocado para comer para a madame, que, a bordo de seu 4x4 importado diz “sinto muito, não tenho um tostão sequer”.

Li recentemente que na África (PRESTE ATENÇÃO, EU DISSE NA ÁFRICA) muitos produtores rurais jogaram milhares de litros de leite fora em protesto aos baixos preços pagos pelas gigantes indústrias. Recentemente, o parlamento europeu votava uma proposta para ajudar produtores de leite, o valor da ajuda superava os 250 milhões de euros. Pequenos fazendeiros africanos não conseguem competir dentro de seus próprios países com multinacionais, em sua maioria holandesas e francesas, o que gera uma situação bizarra: leite em pó importado é mais barato do que leite fresco produzido pelos próprios fazendeiros africanos. Isso acontece porque as indústrias europeias recebem incentivos fiscais do governo. Além disso, possuem maior capacidade de produção já que trabalham em escala industrial. Os pobres africanos não contam com tanta sorte: os governos não ajudam pois também são carentes de recursos, pagam impostos e demais despesas operacionais tais como ração, transporte e vacinas para o gado que acabam encarecendo o preço do produto final. Pelo menos para mim isso é revoltante, no mínimo. Já houve protestos assim aqui no Brasil.

Um boia-fria corta de dez a treze toneladas (EU DISSE TONELADAS) de cana por dia e recebe menos de 400 reais por mês para sobreviver apenas porque não tem “estudo”. Com isso, traz conforto para nós aqui na cidade; o álcool para limpeza, nossa boa e velha cachaça sem a qual não preparamos nossos drinques preferidos nem acendemos a churrasqueira. Não esqueça o caldo de cana sagrado da feira. Você acredita mesmo nisso? Da próxima vez que vir o álcool na prateleira do supermercado, lembre-se do cortador de cana.

Uma excelente propaganda veiculada tempos atrás informava que cerca de 20% de tudo que se compra na feira vai diretamente para o lixo. Incrível não? Sinceramente não sei explicar como aguentamos saber que todos os dias toneladas e mais toneladas de ALIMENTOS SÃO JOGADAS FORA nas feiras, nos supermercados, nos restaurantes e nos centros de distribuição. Apesar disso, pessoas morrem diariamente de desnutrição, de carência, de abandono...

De fome.

Procure ver onde o tênis que você usa é fabricado, faça o mesmo com seu celular, ipod, mp5000, Wii, PS e tranqueiras similares. Muitas mercadorias que enchem as vitrines e os olhos dos consumidoidos compulsivos do ocidente são produzidas na China por crianças em condições insalubres, desumanas, cruéis e covardes. Não me surpreenderia nem um pouco se descobrisse que as roupas das Pernambucanas, Renner, Riachuelo, C&A, entre outras, são costuradas por bolivianos clandestinos que recebem dezoito centavos por peça produzida e trabalham 15 horas por dia trancafiados nas confecções do Brás e do Bom Retiro sob o olhar algoz dos capatazes outrora judeus doravante coreanos. No shopping, essa mesma calça vai custar cem reais “em oferta”.

Um Roubo!

Intelectuais como José Serra gostam de dizer que “o capitalismo é o pior sistema econômico, com exceção de todos os outros”, outro pensador certa vez disse “o comunismo é a única solução, o problema é que não deram tempo para que fosse implantado de forma adequada”.

Fico com a segunda opção. Posso ser um tolo que acredita em papai-noel, mas ainda gosto de sonhar num mundo mais igual, humano e fraterno para todos. Até onde sei, o capitalismo não contempla tal hipótese, é cada um por si. Nada mais abominável.

Se os tigres urrarem contra mim. Explico-lhes que a mesma campanha liderada pelos Estados Unidos da América contra a “ameaça comunista” a partir dos anos 50, que fez a cabeça dos países pobres (entre eles o Brasil) é a mesma que se verifica hoje contra o “Terror”. O Brasil não precisa temer o terrorismo, a pendenga é lá no Oriente Médio entre califas e ianques. Se o comunismo não pegou no Brasil, foi porque nosso país se alinhou aos americanos (por mera conveniência) trocando gentilezas como a ida de Carmen Miranda para intermináveis turnês e gravações de filmes e até a criação de um personagem tipicamente brasileiro pelos estúdios Disney, assim nasceu o Zé Carioca. Os norte-americanos se diziam muito interessados na nossa cultura, uma ova! Queriam apenas nos ganhar na conversa para que caíssemos na deles. Certa vez, Carmen Miranda foi anunciada em solo estadounidense: “a pequena notável vinda diretamente do Brasil é a mais perfeita representante da cultura asteca!”. Isso mostra o quanto eles conheciam e estavam interessados nas nossas bananas. Parabéns mesmo só para Carmen, que se recusou a aprender inglês para atuar. “pois eles que se virem para entender o que estou falando! Eu me entendo perfeitamente!”

O tempo passa, o tempo voa, e os bodes expiatórios vão mudando uma coisinha aqui e ali. Eis a face do mal. Não podemos continuar compactuando com isso! O preço muda alguma coisa para nós aqui na cidade? Reflitam.

PS: Doe sangue! Nesta época os estoques ficam baixos, e as pessoas precisam!

A Canção do Silêncio

Projeto rápido, a Canção do Silêncio é um romance virtual baseado no mundo do Baronato de Shoah e está disponível em meu perfil do Recanto das Letras. Serão, aproximadamente, doze capítulos, cada um disponibilizado em um mês deste ano (que já acabou!) e no ano que vem.

confira o conto em A Canção do Silêncio

O Baronato de Shoah ao lado das historias fantásticas?

Quem me deu a dica foi o Rober Pinheiro, autor do Lordes de Thargor, pelo msn e pelo Twitter.

E não é que a coletânea da Tarja saiu na Steampunkopedia? Mais do que merecido, o livro é fabuloso e estou devendo uma resenha sobre ele. Até semana que vem essa resenha nasce.

Mas aí, ele me chama a atenção para outro livro, o quinto da lista: O Baronato de Shoah. Pois é, o livro tá lá na lista com a marca "em breve" do lado. O que é uma baita divulgação para um livro brazuca que nem editora tem.

Bom, fica aí o site para quem quiser dar uma olhada: O Baronato de Shoah na Steamppunkopedia

Dias da Peste


Vai aí uma dica rápida para quem curte cyberpunk e Ficção: Dias da Peste, do Fábio Fernandes.
O que eu sei dele? O cara é tradutor (o “Fundação” novo é tradução dele!) e jornalista, manda bem pra cacete e escreveu uma ficção pra lá de interessante.
“Dias da Peste” é um livro de linguagem normal, mas que tende a cair um pouco para o lado dos aficionados em computação. Isto não te atrapalha em nada, já que a maioria dos termos é explicada logo sem seguida dele ser comentado.
O livro flui muito bem. Nada é exagerado ou ridículo. E o protagonista soa extremamente brasileiro e real. Na verdade, em algumas partes, você tem plena certeza que ele existe.
O protagonista, Artur, na minha sincera opinião, nada mais é que o próprio autor, encarando os receios de uma nova e bizarra tecnologia. Isso é ruim? Não, por que o livro é convincente, calmo e envolvente. Confesso que larguei o “Código da Vinci” na página 50 por que comecei a ler o Dias da Peste; uma das minhas melhores trocas este ano.
Pra compensar a troca do carro, que foi uma besteira sem tamanho…
O cenário é o Rio de Janeiro, mais ou menos na nossa época, e vai até um futuro não muito distante. Detalhe para as diversas referências à cultura pop, literatura e informática (com uma rápida homenagem à colega Adriana Amaral).
Enfim, não dá pra contar muito do livro sem estragar a surpresa. Por quê? Ora, por que cada capítulo é permeado por um mistério que vai se resolvendo ao longo do livro. E, infelizmente, isto acontece no terceiro e último capítulo, deixando-nos malucos por uma continuação.
Entretanto, uma das maiores sacadas do livro é seu problema: as notas de rodapé. Elas, pelo que se entende, são feitas pelas máquinas, os computadores, que, muitas vezes, não possuem a finesse de entender conceitos humanos como “mão de vaca” ou “se fodeu de verde e amarelo”.
Isso é engraçado no primeiros capítulos, engraçado mesmo, MAS, lá pro meio você começa a se encher. É como andar na companhia de um/a amigo/a bonito/a burro/a. As piadas ficam meio repetitivas e algumas coisas soam meio absurdas (por exemplo, não haver referência a Napoleão Bonaparte). E isso me irritou bastante na terceira parte do livro “O Podcast.
Ah, detalhe, o livro é dividido em três partes: O Diário Híbrido, O Blog, O Podcast. Cada um deles tem uma trama principal envolvendo o protagonista e o resto do mundo. O mais legal são as descobertas do protagonista perante este problema, algo como “House” quando algo externo e totalmente alienígena é uma referência a doença tratada. Naõ sei se ficou claro…
De resto, eu li os “Dias da Peste” em dois dias (chegando atrasado ao serviço por ficar lendo até tarde) e você também não vai demorar muito para terminá-lo.


Fica a dica: Dias da Peste, da Tarja Editorial. Preço Aproximado: R$28,80.

A servo venientibvs ossa (ou se você for mais rápido...)

Todo encontro como aquele era regado de muito suspense e emoção e o já tradicional frio na barriga era inevitável, ele não sabia se os olhares trocados eram indicação de um turbilhão maior de emoções ainda por vir, ela não sabia em que medida era correspondida e os dois se encantavam com o correr dos dias, com a pulsação, com o desejo que crescia.

Conversavam bastante e tinham muitas afinidades. Ela jeitosinha meiguinha e linda, sua baixa estatura contrastava com o porte dele: encorpado, forte e demonstrador de gestos firmes, seguros e decididos. Ele a tomava nos braços com muita habilidade, o que era atípico para sua faixa etária. Os dois sempre iam juntos ao colégio sendo que ele, o cavalheiro, a buscava na porta de casa e para lá a conduzia no fim de todas as manhãs. O clima era de muita ternura e ele só esperava uma oportunidade, já tinham ido ao cinema e nada, já haviam ficado na praça conversando até tarde e nada, já se entreolharam por longos (e eternos) instantes e nada, trocavam muitas gentilezas gestuais e nada.

Um dia após o tradicional cinema de sexta à noite eles vinham pela rua tranquila, arborizada e pouco iluminada, felizes em clima angelical. Andavam quase abraçados, em breve algo mudaria a vida dele, era o momento com que tanto sonhara, dentro de instantes seria ali a grande emoção de sua vida. No momento exato, tocou o telefone, ela atendeu: Disse que estava bem e em especial companhia, que estava tendo um dia maravilhoso mas faltava algo para que terminasse espetacular, e que aquele algo aconteceria dentro de instantes. Conversaram mais algumas palavras de cortesia... o jovem mancebo tentava não se intrometer não ouvindo a conversa e não demonstrar com isso falta de educação, aguardava quieto e olhando em direção ao chão em sinal de respeito e discrição até que findasse a conversa. Após se despedir ao telefone, decidiu que aquele seria o momento. Com muita cortesia e gentileza indagou:

- Quem era?

Ela delicadamente responde:

- Meu namorado.


Morreu Lombardi, o anônimo mais famoso que o Brasil já viu. Um verdadeiro ícone da cultura brasileira. Boa viagem.

Soneto do Canalha Infiel

Boemia é uma festa que se participa sem se ver

É balada que dura e não se sente

É um ecstasy descontente

É o busão que passa sem ninguém perceber

Quero freqüentá-lo em cada bão momento

E em bombeirinho hei de me espalhar num canto

E beber meu vinho tropeçar no ranço

E a ti não chifrar, em meu tormento

Ah, e quanto mais tarde no bar me procure

Da lei do psiu, angústia de quem bebe

Cirrose, angústia de quem morre

Eu possa dizer dos amigos que tive no posto,

que sejam eternos

Enquanto bebam

O Teatro dos Mortos

A vida é uma peça de um único ato.
Atores vivos vão morrendo aos poucos, sem ter chance de ensaiar.
O cenário brilhante vai escurecendo, sem ter coxia pra se esconder.
Não dá pra ficar muito tempo em cena. Não dá pra refazer, palavras que vão não podem retornar. São palavras ditas, grifadas no caderno livro do destino e que não podem, jamais, ser apagadas. Elas ficam lá, olhando pro enunciador, procurando um enunciado.
Só que elas se explicam. Só que elas estão no roteiro, com marcações específicas, de momentos exatos, onde, há uma semana atrás, não estavam.
Elas são assim porque a vida é o ato único duma peça sem ensaio.
Elas são assim porque os mortos, metidos a atores vivos, não se dão ao trabalho de ler.
Elas são assim porque são palavras.
E palavras, vivas, morrem.

O laço do Diabo.

Conta-se que desde há muito que havia lá pras bandas de acolá uma maldição ancestral da qual nunca ninguém soube ao certo definir, mas todos a conheciam como o laço do diabo. Enquanto andava com os anciães em sua terra natal, se fez saber da engenhosidade dele. E ninguém nunca viu, ninguém nunca sentiu, porém ninguém tinha dúvidas. Três mancebos partiram em busca da verdade, já bem longe e cheios de si adentraram a mata densa onde a fauna e a flora os saudavam e lhe davam os pêsames. Tudo foi muito bem arquitetado deveras. E assim foi.
Depois de tudo alcançaram uma clareira, lá estavam dispostas grandes quantias em sacos de pano amarrados com barbante e baús de pratarias antigas mas ainda valendo muitas recompensas. Tudo ali, como que escondido por alguém outrora, em tempos de perseguição e/ou assalto de consciência. E não tiveram dúvidas. Rapidamente deliberaram um a regressar ao povoado dando-lhes as boas novas, incubiram-no também de trazer da melhor cachaça, para que se deleitassem e festejassem seu novo estado.
Nunca talvez alguém se aproximou mais do que convencionou-se chamar de felicidade. O brilho nos olhos era tão intenso, o ritmo cordial a certeza do triunfo, o sorriso nos lábios... Afinal o desafio fora vencido e absolutamente nada tinha sido feito. Mas como?
Durante o regresso veio o coisa ruim ter com ele no mundo da mente. Pensou ia levar a cachaça sim mas devia de por veneno pra acabar de uma vez com a raça daqueles patifes sem vergonha. 'Tá pensando!? Como que eles delegam tarefa daquela pra um home feito que nem ele? Vai buscar, como se fosse empregado à sua livre serventia e não servia de mais nada. Na certa, iam fazer conceição e acertar tudo entre eles ficando ele sobrando com a menor parte. E assim o fez. Lá enquanto os dois faziam as repartições, tudo foi preparado para o receber, e assim o fizeram. Cada qual o puxou de um lado, e riram, e cantaram, e dançaram e foram muito felizes. Até que um o puxou de jeito e o outro após derrubá-lo no chão o golpeou na cabeça com força, e o atingiram de novo, e o mataram, para felicidade geral. Tudo seria uma festa. Riquezas, belezas e martírios, aos colonos diriam que o jovem perdeu a vida lutando em nome da amizade que os unia até minutos atrás. O corpo sem vida jazia ali e ali ficaria para ser esquecido. Viram quando a negra morte dele se apoderou e o levou para as sombras e para o reino da escura noite. Depois tiveram a idéia. "Ergo bibamus" tal qual disse Dioclecianus, imperador romano, caíram duros ao sentir o sabor do veneno ali colocado outrora pelo já defunto, se entreolharam e se arrependeram de tudo, mas já não havia mais tempo de nada, foram envoltos pelo laço do diabo. Eis tudo.

Fígaro!

Começa hoje a vai até domingo a encenação da ópera "O barbeiro de Sevilha" de Gioaccino Rossini. As apresentações acontecem sempre às 20:30. Quem não se lembra do pernalonga cortando o cabelo e a barba do Hortelino (com um cortadorzinho de grama em miniatura!) e, no final, casando com ele? Pois é, essa ópera foi parodiada por vários diretores e roteiristas em diversos programas, se bobear dá para cantar junto durante todo o espetáculo. Os ingressos custam vinte reais. O Teatro São Pedro fica a dois quarteirões da estação Marechal Deodoro do metrô. Mais informações podem ser obtidas em http://www.apaacultural.org.br/saopedro/espetaculo_interna.php?id_esp=1401

Mensagemn publicitária: doe sangue!

Um homem na chuva

Já estava muito tempo ali naquele suplício, só então resolvi me zangar. Estava eu no ponto feito um pinto molhado, todo encolhido. Havia um enorme rombo na cobertura, fazendo de uma goteira uma bela cachoeira, as pessoas unidas se protegiam como dava. Como a condução não viesse, eu já dizia cobras e lagartos em meu pensamento. Um camarada vem até mim assustado e me pede um trocado para inteirar a passagem, comovido que sou contribuo na hora sem pensar. Não estava agasalhado e as vestes eram humildes, mas tinha decência. A chuva não parava de jeito nenhum. Eu já estava quase derretendo de desespero quando reparei que o sujeito se mantinha firme na empreitada, tendo abordado todos e já pelos meus cálculos devia ter o triplo do valor necessário para a tarifa. Passei a encará-lo, ao que ele percebeu, olhou-me com espanto e desviou o olhar. Muito tempo depois, quando eu já cogitava a hipótese de assassinato de todos os motoristas de ônibus, o filho de deus continuava a pedir, agora mais moderado. Indignado mas contido fui até ele e perguntei-lhe gentilmente:
- Meu bom homem, o senhor já não acha que conseguiu o bastante para a passagem do ônibus?
E ele desconversando:
- Vou de táxi!
Acabou de falar, deu um pulo por cima da poça que se formara defronte ao ponto, estendeu o braço e gritou:
- Táxi! Táxi!
O carro encostou, ele entrou e foi embora.
Sacripantas. Pensei.

O Baronato de Shoah no Steambook!

Você já conhece o steambook, né?
A Rede social Steampunk, muito bem feita e criativa das Lodges. Então agora o Baronato tem comunidade lá na rede.

Dá uma conferida em O Baronato de Shoah no Steambook

eu pretendia passar o blog para lá, mas não sei se dá pra fazer sem perder esse aqui e suas postagens. Alguém tem alguma ideia? o outro é do Wordpress.

Um pouco sobre o Baronato

Nordara é o continente principal onde se passam as histórias do Baronato de Shoah.
Antigamente dividida em diversos reinos menores, ela era dominada pelos Titãs, criaturas de imenso poder que representavam as forças da Natureza. Com isso, a humanidade era fraca e submissa.
A este período convencionou-se chamar “Idade Média”, o termo, cunhado pelos próprios Titãs, referia-se ao poder que Míder tinha nesta época. Este Míder era um Titã que se revoltara contra seus irmãos e fora preso em um cárcere entre o mundo dos vivos e dos mortos.
Com o nascimento de Shoah, o Messias humano, os Titãs foram derrubados. A humanidade aprendeu a utilizar a Nebeldumpf –Névoa do Vapor – e criou toda uma incrível tecnologia capaz de derrubar a Magia dos Titãs.
Entenda, até então o único poder espalhado pelo mundo era o poder Mágico dos Titãs, que nunca se adaptou direito aos humanos por fazer parte das forças primordiais da natureza. Com o advento da Névoa do Vapor boa parte da magia se tornou obsoleta e foi vencida.
Shoah e seus Seguidores (os líderes de cada Sephirah da Kabalah) aprisionaram os Titãs no mesmo cárcere onde os Titãs haviam aprisionado Míder. Seus reinos foram unidos em reinos maiores, considerados Impérios e divididos entre os humanos.
Mais tarde Shoah formaria com seus Seguidores o Quinto Império, com base em Desdalain. Nesta cidade o Messias faleceu e em sua homenagem ergueu-se o Templo de Shoah, com um enorme obelisco negro ao centro e outros dez obeliscos menores ao seu redor, em honra aos libertadores dos homens.

Conto original?

Bom, fica a í a dica do fim de semana. O conto que serviu de estopim para o Baronato de Shoah.
Coloquei o nome "kaleck" por que o conto nunca recebeu um nome. Mais explicações na introdução.

De quebra, o link para o primeiro capítulo do Baronato de Shoah.




o conto denominado Kaleck

A Fada e o Dragão - capítulo 1 do Baronato - A Fada e o Dragão


Abraços Vaporosos! (essa ficou estranha...)

Contos do Baronato

Aproveitando ideias dos amigos Eric Novello, Rober Pinheiro e Juliano Sasseron, lá no Bardo Batata, resolvi criar alguns contos para o Baronato.
Inicialmente vou revisar rascunhos de capítulos que tinha aqui e não vou mais aproveitar, espero que gostem desta nova empreitada e aproveitem ao máximo, assim como aproveitarei.

Os contos serão divulgados pelo twitter: @baronatodeshoah e pelo @joserobertov , quem gostar e quiser RTt, fique à vontade! Os arquivos ficarão no Recanto das Letras e terão formato PDF.

Acho que é isso.
Cuidem-se!

Convite pestilento!

tá aí!

Geisy já está se tornando uma "celebridade". Onde vamos parar? Oh deus! Me leva deste mundo! desisto!


http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u651339.shtml
Ainda vou chamar um amigo meu e dar uma arma pra ele, aí vamos ver se o cara consegue entrar no banco armado.
Infelizmente esse tipo de coisa acontece, Racismo ainda faz parte da nossa sociedade. Fica aí o vídeo, que é mais um Tapa na cara.
Conheça o manifesto.

Décimo Novembro Negro

" X NOVEMBRO NEGRO - OSASCO"

Direção Geral: Tiago Barony

Você não pode perder...


GRANDE EVENTO EM COMEMORAÇÃO AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Diversas atrações com:

Berimbaladas, Aulão de Capoeira, Abertura e LANÇAMENTO Oficial do Samba enredo 2010 da Escola de Samba "Mocidade Acadêmica SAI FA FRENTE, Cantora Systa Dany Black, Grupo Mahasin (Dança), Presença da corte das Mulatas Rainhas e Madrinhas de Bateria de diversas escolas, Grupo Soul Rapaziada (Black Music), Corrente da Negritude (Teatro), Desfile Afro, Grupo Cultural Afro II, Afro show (Ritmos Afro), Oficina de Tranças com a melhor equipe Afro da Cidade - Equipe ZELMA TRANÇAS, Black Malucos (Musical - Teatro), Grupo LA FAMÍLIA (Black Soul)...E MUITO MAIS!


DIA 20 DE NOVEMBRO ÁPARTIR DAS 09:00 Horas

Calçadão Antônio Agú, S/N - Em frente ao Shopping Galeria e Osasco Plaza Shopping


Haverá sorteios de Kit´s de Beleza, Cursos profissionalizantes e muito mais!

REALIZAÇÃO:

Coordenadoria da Mulher e Promoção da Igualdade Racial

e

Núcleo Cultural Realeza Brasil

eDUCASSÃO & jUSTIÇA

Dedico nesta semana algumas linhas à bola da vez. Fiquei revoltado com o caso da bendita “estudante” (será mesmo?) lá de São Bernardo. À medida que novos fatos foram acontecendo, mudei um pouco de opinião mas em essência ainda defendo convicto que a digníssima pode não ser puta, mas comportou-se como tal. Fico com pena do baixo nível intelectual dos "universitários" fazedores de algazarra. Essa nobre senhorita também se veste com tamanha vulgaridade ao ir à igreja, ao trabalhar, num velório ou numa entrevista? A Infeliz aluna fez por merecer os insultos. Cabe ressaltar que quem participou da baderna não eram alunos e sim trogloditas imbecis. Faculdade é lugar de estudar, que desrespeito à figura do professor! Toda mulher tem o direito de se sentir bonita e desejada usando as roupas que preferir, entretanto falo mesmo em nome da moral e dos "bons costumes" que ela errou. Se é baladeira, tem corpinho malhadinho porque faz a academia da moda ou é promíscua, ninguém tem nada com isso mas tenho o direito de me indignar com o fato de ela escolher uma instituição de ensino para exibir esse tipo de "qualificação". Quer mostrar que é gostosa? Vai pra rua! Por mais que sejamos ateus, sabemos que igreja é lugar de moderação e respeito, se vamos a um velório o procedimento é o mesmo em respeito ao falecido. Para cada situação há, além da vestimenta adequada, uma série de outros comportamentos desejáveis e reconhecidos socialmente como corretos. Por que o descaso com o professor? Ele não merece respeito? Na sala de aula vale tudo?

Geisy tem razão quando questiona a faculdade não ter barrado sua entrada, uma vez que sua roupa fosse inadequada. A “Unitaliban” (adorei!), como agora é conhecida demonstrou despreparo para lidar com a polêmica e optou pelo mais fácil: culpar e punir a vítima. E os monstros flagrados nas tantas imagens participando da santa inquisição ficaram impunes? A Instituição soltou uma nota nos jornais onde afirma que os alunos se exaltaram “em defesa do ambiente escolar” Cretinice! Então um bando de bobocas aparvalhados a gritar palavrões, jogar papéis, subir nas paredes para tentar filmar a menina na sala é defender o ambiente escolar? Belo ambiente! Outra bola fora: culpou a menina por ter feito um percurso maior que o habitual, aumentando sua exposição. Geisy se defende argumentando que o primeiro banheiro para o qual se dirigiu estava em obras e, portanto, fechado. A faculdade calou-se.

A nota afirma ainda que a aluna teria sido advertida várias vezes quanto ao uso de roupas inadequadas, pergunta-se: ela recebeu advertências por escrito? Se não, juridicamente a faculdade se lasca mais ainda ao sustentar uma afirmação que não pode provar. A Uniban acusa Geisy de contribuir com o tumulto e posar para fotos. A jovem de vinte anos, indignada, responde furiosa: “é mentira! Quem tiver qualquer foto minha onde estou posando que as mostre!” Está tudo na Folha de domingo.

Revogar a decisão e permitir que Geisy voltasse às aulas foi a gota d’água que revelou como seu conselho acadêmico é atrapalhado e incapaz de solucionar conflitos de forma sensata, civilizada e, acima de tudo, justa. Tenho minhas dúvidas se os professores dos cursos de psicologia, pedagogia e filosofia foram ouvidos. Creio que ela não volte mais às aulas naquela instituição, vai precisar de seguranças, vai chamar atenção, o trauma está criado. Viram a repercussão dos fatos, apavoraram-se quando o MEC* os convidou a dar explicações, perderam o fôlego com a abertura de inquérito policial, ficaram com medo de perder uma grana no processo movido contra ela (alguém duvida de que esse processo pode passar dos 300 mil chutando baixo?) e, claro, recuaram. Geisy, apesar de traumatizada, deve estar feliz: entrevista no Fantástico, entrevista no Domingo Espetacular, capa dos jornais, não me admira se for a próxima BBB. Expulsar foi demais, agora uma coisa é certa. Falta respeito ao ambiente e às instituições. A esculhambação no Brasil é generalizada. Alguém entra de minissaia num tribunal? Alguém já moveu um processo contra a própria justiça, que proíbe um humilde trabalhador do campo de entrar numa audiência vestindo bermuda, chinelos e uma camisa velha e rasgada, as únicas roupas que ele tem, em nome do respeito à Justiça, para ouvir a sentença de absolvição do rapaz de classe média alta que atropelou e matou seus cinco filhos ao dirigir embriagado? Quase um ano depois de eleito, um prefeito é flagrado recebendo propina e nega mesmo diante do repórter afirmar ter as imagens! Você acredita nisso? O advogado do prefeito alega que “na verdade” era uma dívida que o prefeito estava cobrando. O empresário extorquido afirma que jamais tivera qualquer dívida com o prefeito, cujo advogado nunca é encontrado para falar, pois é: justiça envergonha. Não vamos fazer nada? Tem aquele outro que atropelou cinco pessoas e matou duas, recusou-se a fazer exame de sangue para medir a dosagem alcoólica no sangue pois alegou safada e malandramente ter medo de agulha, devem ter jogado os bafômetros fora...

*MEC: outro que inopera! O órgão suspendeu o pedido de explicações feito à universidade pela expulsão da aluna. Na fraude do ENADE, em que a polícia encontrou caixas de provas sendo transportadas sem lacre, nada fez. Inep, Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular e Sindicato das Mantenedoras de São Paulo foram deixados falando sozinhos. Em Brasília, um aluno saiu do local da prova levando consigo o caderno de questões passados quinze minutos do início do exame. Equipado com um megafone, leu para os demais que ainda estavam em sala as respostas.

E para descontrair, diz que um engenheiro lá da hidrelétrica precisou sair mais cedo pois era aniversário de casamento e tinha um jantar com a mulher, que não parava de dar chilique porque ele nunca lembrava de datas. Ao sair, bastante apressado, disse ao estagiário: “quando sair, apaga tudo”

Deu no que deu.

Sejam felizes.

Uma promoção do fundo da alma!

Promoção relampago Alma e Sangue e Revista Atrevida.

Promoção relampago Alma e Sangue, O Império dos vampiros.
O livro Alma e Sangue,O Imério dos Vampiros em 12º lugar em vendas na Saraiva.Vamos comemorar. http://migre.me/b8gr

Amanhã é dia de lançamento série Alma e Sangue dia 12/11 Patio paulista Saraiva 19hs!

Participe da promoção e leve o seu!Não fique de fora.

http://revistaatrevida.blog.uol.com.br/

Beijos mordidos.


Nazarethe Fonseca

Metamorfose- A Fùria dos Lobisomens

Besouro, o filme



Depois de Tropa de Elite, o filme brazuca "Besouro" foi, provavelmente, um dos mais comentados pela internet. eu até sigo o blog do filme pelo twitter e assisti todos os trailers disponíveis por aí.

Bom, o que me venderam foi um filme de ação, repleto de capoeristas-voadores (ao estilo Jet-Li) e referências histórico-culturais. Era isso, ia aprender história do Brasil vendo escravos darem porrada em senhores de engenho.
O que ganhei?
Um filme artistico, e, de novo, o cinema nacional me decepcionou.
Por quê?
Ah, cara, todo mundo sabe que nosso cinema (e música) é permeado por um esquerdismo meio amalucado, tudo aquilo que é produzido no cinema é artistico, contemplativo, bonito de se ver.
É, legal, exato. Mas o que eu queria NESSE filme era um Capitão Nascimento de cordão e atabaque! Foi ISSO que me venderam nos trailers!

Não vou tirar o mérito do filme, ele é lindo, mágico, com fotografia excelente. Mas peca por insistir no mercado de filmes brasileiros que nós JÁ conhecemos.

O filme começa tentando te levar para a ação, com uma história de vingança e luta pela liberdade. Muito legal! Sério! Você se envolve com o BEsouro - capoerista bom, arrogante e muito próximo a um herói grego , cujo destino está ligado à desgraça.

Aí, quando a ação começa, ela desbanca pra umas cenas lindas envolvendo filosofia, mitologia afro-brasileira, racismo e historia. Só que o filme não precisava PARAR para que isso acontecesse, e, infelizmente, até o fim.
O filme simplesmente "congela" em imagens de nossa fauna e flora, em ensinamentos do Mestre Alípio e em eventos da sociedade local. Aí, quando a história volta para os personagens, você não consegue se prender a eles, não consegue sofrer (exceto no caso do capitão do mato, que é o melhor ator do filme!)

Bom, acho que é isso, fica a í a dica: Besouro não é um filme de ação, é "mais do mesmo" com excelentes trechos (eu cochilei em dois momentos, do "sapo" e outro não lembro) e enredo mal-aproveitado. Dava pra fazer um filme de ação, envolvendo até a traição de outro capoerista e uma luta épica entre ele e Besouro. Mas não, opta-se por mostrar cachoeiras e rios e o significado da vida.

Eu queria, realmente, o BEsouro e seus companheiros lutando contra 50 escravagistas...voando e pulando feito chineses.

Show da Banda Psycho Perverts

Estreiando numa Sexta-Feira 13, no Café De La Rose, no bairro da Santa Cecília. Uma noite regada a rock clássico, para espantar o azar!

Te vejo lá
Ingressos: R$10
Horário: 20:00


Onde?
R. Amaral Gurgel, 48 - Consolação São Paulo - SP, 01221-000


**Os dez primeiros a chegarem no café ganham uma caipirinha de graça!

Riese, the series

Riese, uma série steampunk que você pode acompanhar pela internet e no youtube. Quem me passou a dica foi o Karl do Conselho Steampunk. Aqui vai o trailer, ainda vou assistir ao primeiro episódio e comento aqui depois.
ficou desproporcional com a tela, por que optei por colocar em tamanho maior no blog.

convites diversos

O cigarro te ajuda a fazer amigos

Vamos agora falar sobre o cigarro. Confesso que já fumei algumas vezes na minha vida e, sabe? É uma sensação diferente, um prazer envergonhado, mas ainda prazer. Ver a cortina de fumaça subindo pela sua cabeça, seu pulmão se esvaziando e aquele gosto de madeira queimada (diferente de carvão) na boca –dependendo do que você está fumando. Policiei-me durante tantos anos e martelei na cabeça que isso é sem futuro, no que dou razão a mim mesmo. Agora, por mais mórbido que seja esta forma de suicidar-se, não posso deixar de relatar uma interessante constatação. O título deste texto parece direcionado aos inseguros, medrosos, covardes e mesmo os tímidos, mas não. É incrível como passamos despercebidos pela rua. As pessoas não se importam umas com as outras e ninguém quer saber quem é você. A gente estuda, trabalha, luta pra ser reconhecido e apreender alguma coisa dos livros mas só recebe desprezo das pessoas de quem mais gostamos. Nesse contexto, o cigarro torna-se um excelente amigo, tal qual a bebida. Reclamar é fácil, entender o outro ninguém quer. Mas eu dizia que as pessoas são fechadas, repare num ônibus que acaba de partir. São poucos os passageiros mas eles querem cada um um banco para se sentirem poderosos, evitando o contado com os demais. Cada um ocupa um assento e ninguém quer sentar com ninguém. Já não se conversa como antes, e se alguém ousa cantarolar uma melodia, por mais animada que seja, será o chato ou louco que não deixa ninguém em paz. Se você anda pelas ruas da cidade com alguma frequência, saberá que ninguém se importa com você.

Até que acenda um cigarro.

Parece mágica, você anda ruas e avenidas, dobra mil esquinas e atravessa dezenas e dezenas de quarteirões, as pessoas sequer olham no seu rosto. Acenda um cigarro e verá que elas passam a sorrir pra você. Umas te pedem fogo, outras gentilmente demandam as horas, alguém vem perguntar se determinada condução passa ali. Um desconhecido pode até mesmo cumprimentá-lo com um alegre “bom dia!”. Claro, não falta o folgado querendo estragar o seu barato e se bacanear às suas custas. Vem amistoso e com sorriso de gerente de banco, desses que fingem educação mas que só querem saber quanto você vai investir nesses fundos obscuros, pede-lhe um cigarro. Vai plantar batatas! Some daqui!

Embora seja um péssimo hábito para o organismo. Entendo e não condeno quem fuma. Conheço gente que não fuma mas devora duas caixas de chocolates por semana. Há aqueles que, em vez de adotarem uma dieta saudável, aliada a exercícios, se entregam aos prazeres da carne e não perdem um bom churrasco, afinal “deus sabe a hora de cada um” não é mesmo? Tem horas em que não se quer comer, não se quer ouvir, não se quer beijar, sequer se quer viver, nada como um bom cigarro, um bom vinho ou uma boa cerveja, Pink Floyd acompanha.

Tolices.

Mas tolices deliciosas. Capazes de provocar o mais belo e puro êxtase na alma de maníacos depressivos e psicopatas, ou de metidos a escritores e intelectuais como é o meu caso.

Olhando para o lado pragmático, não é curioso o próprio rótulo de um produto conter um pedido para que você não o consuma? Numa análise superficial, fumar parece um ato irracional. Entrando no psicológico do sujeito vamos achar lá uma meia dúzia de traumas, algumas fobias, três ou quatro disfunções hormonais. Paciência... cada um tem o seu jeito. Eu nunca consegui me livrar do vício de roer unhas e destruir os dedos apenas com os dentes. Dói, sai sangue e a cicatrização leva meses. Não adianta, se eu me irritar ou ficar apreensivo, levo mais uma vez os dedos à boca e, quando vejo, já é tarde. E nem venha pensar que você é normalzinho... somos todos péssimos produtos do sistema. É fácil amar o próximo quando o próximo é limpinho como eu e você. Se tiver carro, curso superior e curtir cerveja nem se fala! Já o camarada que mora na rua, come dia sim dia não e não e só se banha quando chove, esse é mais difícil não é verdade? Pra ele a única coisa que resta é o seu inocente e companheiro cigarrinho. Se esse mundão velho tivesse um pouco mais de amor, as pessoas talvez não precisassem fugir da realidade com cigarro, bebidas, jogos, música, arte, deus...

Cada um se ilude como pode.

Daria com prazer o maço inteiro se alguém chegasse pra mim e falasse assim “há dias que não como, e semana que não escarro. Amigo, dá um cigarro?”

Seja feliz. Ao menos tente.

Novidades?

Bom, o livro conta com quase 114 páginas. Isso é uma vitória, afinal, quantas pessoas vocÊs não conhecem que não conseguem terminar seus escritos?

Vou preparar, para sexta ou sábado, um pouco das descrições da Kabalah e de cada Sephirah (no plural, Sephiroth). Provavelmente falarei daqueles que já apareceram na introdução do livro e no capítulo 1: os Arur, os Mashiyrra e os Kohanim.

Convite - Imaginários

A Kabalah

Há um tempo eu postei a Kabalah do Baronato de Shoah aqui no blog, era este desenho meio esquisito que você vê aí.

A Kabalah, no Baronato, é a Elite do exército. Eles obedecem uma hierarquia nada rígida, onde cada uma das sephiroth tem uma função e habilidade específica. Além disso, elas são detentoras de uma virtude. Digo que a hierarquia não é muito rígida, por que, exceto pelo Rei (o Keter) os outros galhos (ou sephiroth) podem ser "movidos" de sua posição atual em situações de emergência. Assim, se algo acontece ao Keter, qualquer um dous outros membros da Kabalah pode asusmir o trono, até que um novo Rei esteja preparado.

Abaixo, segue uma lista com os dez Sephirah (singular de Sephiroth, ou "galho") e suas respectivas virtudes. Além do desenho da Kabalah novamente, para que você possa localizá-los melhor. Os nomes estão na Língua Sagrada (baseada no Hebreu de nosso mundo) e na Lingua Comum (com toques de Alemão)


1) Keter – o Rei - Vida
2) Kohanim - Sacerdotes - Fé
3) Mashiyrra – Os Escolhidos - Coragem
4) Nabiyim – Profetas - Esperança
5) Kiy – A Guarda Real, os Marcados - Renúncia
6) Nookam – os Vingadores, os Juízes, Executores - Justiça
7) Yoresh – os Feiticeiros do Vapor - Mistério
8) Lorrêm – Os Guerreiros - Poder
9) Arur – Os Malditos, Amaldiçoados - Fúria
10) Da’ Ath – Os Inventores, os Steamers - Mente (ou "astúcia")

em breve farei comentários sobre cada um.

The Rasmus - October & April (ft. Anette from Nightwish)

Eu nem sou tão fã assim de Rasmus e Nightwish, entretanto esta música e clipe deles merece meus votos. Relaxem um pouco e curtam a música.

José de Alencar e o câncer

Tem me impressionado bastante e até comovido a luta do vice-presidente José Alencar. Já foi internado mais de dez vezes nos últimos meses em sessões intermináveis de quimioterapia para tratar de um câncer no intestino, mal de que sofre há doze anos, além de fazer tratamento experimental nos Estados Unidos. Os tumores são teimosos! Após serem extirpados, voltam em lugares diferentes. Sua rotina de entra e sai no hospital Sírio-Libanês já é conhecida das pessoas que passam por ali e também da imprensa.

É incrível o otimismo e esperança desse Senhor (ele merece maiúscula) de 77 anos, que não se dá por vencido e trata com desprezo uma das doenças mais assustadoras que conhecemos. “Eu não tenho medo nenhum de o tumor voltar, ele está acostumado a montar em cavalo brabo”. Ao se recuperar de uma cirurgia, não demonstrou o menor sinal de fraqueza e informou a equipe médica de que definitivamente não iria parar por ali, queria e ia ver seus bisnetos, ao que o médico responde “sim senhor, devem nascer em duas semanas”. José de Alencar, mais vivo do que nunca, corrigiu o amigo “não doutor, quero ver a formatura!”

Estudo recente feito nos Estados Unidos aponta que mulheres otimistas vivem mais. Uma outra pesquisa holandesa concluiu que ser otimista reduz o risco de problemas cardíacos nos homens. Isso acontece porque os pessimistas apresentam altos índices de pressão alta e colesterol. Quase cem mil mulheres foram observadas para a pesquisa, publicada na revista Circulation. Pensar positivo ajuda a enfrentar adversidades. Entre as pessoas mais sorridentes, é maior o número de praticantes de atividades físicas. De acordo com a porta-voz do British Heart Foundation, emoções hostis liberam substâncias prejudiciais ao organismo. "Atitudes otimistas ou hostis podem estar associadas a comportamentos que têm implicações para a saúde, como fumar ou seguir dietas ruins, o que pode também influenciar a saúde do coração. Uma boa coisa para todas as mulheres é que, independentemente da sua natureza, fazer escolhas saudáveis como não fumar e comer bem terá muito mais impacto sobre a saúde do seu coração do que a sua atitude.” As informações são da BBC Brasil.

Entre as façanhas, resistiu a mais de 18 horas de operação para retirada de mais de 18 tumores entre próstata e intestinos, dá para imaginar a complexidade e o perigo de uma cirurgia de 18 horas? Em todas as aparições, o vice-presidente se mostra firme, uma verdadeira muralha, nada parece afetá-lo. Sua estratégia de tratar um câncer como quem trata um resfriado parece ser fácil ou mesmo tola na visão dos pessimistas de plantão (esses sim grandes tolos). Ele é sim um forte. O Brasil deveria aprender com ele. Um dos poucos momentos em que ricos e pobres são absolutamente iguais é na doença, o fato de ricos terem acesso aos melhores médicos, hospitais e tratamentos do Brasil ou mesmo do mundo não é garantia de cura ou sobrevivência, Ruth Cardoso, Maria Rita, Leandro e Mário Covas (não) estão aí para comprovar.

Como seríamos se nas horas mais difíceis de nossas vidas não tivéssemos abandonado a esperança? Ser otimista diante de um diagnóstico desanimador ou de uma tragédia aparentemente é menos difícil para aqueles que usam deus como refúgio. A religião é o espaço para a esperança na vida dessas pessoas. Entre os que não acreditam em vida após a morte talvez prevaleça o desânimo, a entrega completa, a submissão diante do desafio. Como o Brasil seria nas mãos de um homem como José de Alencar, que não se entrega tampouco perde o controle e a alegria de viver diante da morte iminente, seja pela doença, seja pela idade?

Recentemente, em entrevista, declarou “sempre peço a deus que não me dê um único dia a mais de vida do qual eu não possa me orgulhar”, uma lição de vida para crentes e ateus. Para quem aprecia Pink Floyd, recomendo que ouçam atentamente a última frase da canção “Hey You” e sintam a angústia, o desespero e a mágoa de Roger Waters ao indagar “Ei! Não me diga que não existe esperança em nada?” Apesar de narrar uma existência vazia e amarga de maneira pessimista (no matter how he tried, he could not break free), a canção é sublime, delicada, agressiva, revoltada, mas sobretudo, inesquecível.

Sejamos todos inscritos no livro da vida.

A Egrégora e a Faculdade

O termo "Egrégora" me era desconhecido até a leitura de "Dragões de Éter" de Raphael Draccon. É um termo Filosófico-Místico cujo significado é algo próximo a "entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia."
Ou, ainda como diz a Wikipedia (tal como as aspas acima)"Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembléias religiosas, gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Assim, todos os agrupamentos humanos possuem seus egrégoros característicos: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc., onde as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade (espírito) autônomo e mais poderoso (o egrégoro), capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Em miúdos, um egrégoro participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato."


Pronto, acho que a Wikipedia pode definir melhor do que eu a Egrégora.


Todo mundo sabe que a Educação brasileira não está indo para o buraco, ela já caiu lá dentro faz tempo e tampou o caixão, esperando as pás de terra dos nossos governantes. Isso é um fato, o que é um mistério é como a Educação Superior conseguiu se jogar dentro deste buraco e se tapar com terra. Pois, foi mais ou menos isso que aconteceu na Uniban, quando seus alunos se reuniram pra "perverter" a Egrégora da Faculdade (O aprendizado)e transformaram-na numa Caças às Bruxas.
Explica-se: aluna foi para a Faculdade com roupas "indignas" foi atacada verbalmente e cercada, quase estuprada. Por quê?
Por que um bando de marmanjos resolveu que podia invadir seu espaço e sua liberdade de escolha, por que um grupo de homens E mulheres se esqueceu completamente do dia 8 de Março e resolveu que a Liberdade Feminina não vale nada.
Lembrem-se, foram destruídas, neste dia fatídico na Faculdade, praticamente todas as políticas de igualdade, fraternidade e Liberdade. Foi esquecido que uma mulher é um ser de respeito, não importa a roupa que vista, não importa a profissão que assuma.
Morreu os direitos ilanienáveis pelos quais nossos antepassados lutaram.
Por quê?
Não faço a mínima, ideia, não compreendo a Egrégora que tomou a Universidade naquele dia. Mas o que me fica entalado na garganta são as crianças se prostituindo, os Baiels Funk e o CArnaval, onde, a Egrégora é o prazer desmedido e o desrespeito à mulher e ao corpo.
Ms eu estou errado, é claro, porque a aluna foi com roupas indevidas para a Faculdade e mereceu ser tratada assim, afinal, parafraseando o responsávei pela Empresa: "Ela provocou."

Pacto de Monstros



Saiu a atologia com meu conto "Glare", pela Multifoco, o livro "Pacto de monstros" reúne vinte autores e monstruosidades!
Você pode adquirir o livro, por um preço especial, aqui comigo. Basta mandar um e-mail para phoynikes@hotmail.com com o assunto "interesse: pacto"


Dias da Peste

O Teatro de Deus

Ele era só esquecimento.
Um borrão no meio do tempo, que caminhava com passos largos pela pista de dança, num ritmo que só sua alma entendia. Era, por si só, um desejo de leviatã, colocado na Kabalah como um favor a Deus.
Deus.
Este. Aquele. Outro. Alguém. Imagem refletida no espelho uma centena de vezes, afogando-se em fés e crenças num futuro que jamais chega. Ele. Criador. Desejo. Criação. Criatura. Deus. Senhor. Assim na terra como no céu. Um borrão, repetido em palavras já usadas anteriormente, mas nunca gastas epla voz do poeta. Mesmo que este, em sua infinitude, se esqueça da outridade.
Era domingo. E o rapaz cruzava a pista de dança sem tirar os olhos da moça, fechando-se em si mesmo, recitou o cânone. Sem saber o que fazia.
Deus.
Palavra ingrata, suja, limpa, onipresente. Estivesse onde estivesse, confusa no tempo como a mácula de cem mil imperadores. Palavra que lhe fazia mal. Era demônio, anjo, terra, barro, homem.
E, no sexto dia, disse: Que se faça a luz!
Vendo que aquilo era bom, Deus o imitou.

Nas ondas do rádio

Esse é o último post que faço trazendo indicações de coisas que me agradam. Conhecimento a gente passa para frente e faz circular, feliz fico de compartilhar as coisas que me agradam. Acompanho com atenção a rádio Cultura (103.3 FM) já há alguns anos, e muitos de seus programas são verdadeiras preciosidades. Todos os dias a partir da meia-noite: jazz, recitais pianísticos e música barroca; músicas excelentes para varar a madrugada em companhia de boa leitura, uma boa cerveja ou mesmo um cigarro caso a insônia teime em passar a noite com você. Aos domingos, a partir das oito da manhã, vale a pena ouvir Organum Plenum, algumas músicas trazem paz e acompanham bem uma meditação, já outras podem deixar seu domingo fantasmagórico. Às dez, é hora do Encontro com o Maestro, uma iniciativa fantástica que objetiva aproximar as pessoas do universo da música de concerto, o apresentador responde dúvidas dos ouvintes sobre música em geral de maneira bastante simples e agradável, o aprendizado é garantido. Aos sábados, às 22hs vocês conferem no Mapa Mundi músicas do Irã, Índia, Suécia, Albânia, Grécia, Japão, Iraque e muito mais. Destaco por fim A Celebração do Dia, todos os dias às oito da manhã, não percam. Só não tentem se comunicar com o apresentador, a rádio o esconde de tudo e todos, Cyro del Nero é professor da pós-graduação do Departamento de Artes Cênicas da USP. É mais fácil encontrá-lo lá.

Para quem vive dando F5, recomendo duas boas emissoras: a Bandnews (96,9 FM) e a CBN (90.5 FM). Já quem quer escapar do estresse barulhento de São Paulo pode optar pela Alpha ou pela Antena Um (101.7 FM e 94.7 respectivamente).

A rádio USP (93,7 FM) apresenta às nove da manhã de domingo seu Empório Musical com o melhor da MPB produzida até a década de sessenta. Vale a pena conferir todo o site, os programas são de altíssimo nível, é possível ainda conferir as edições anteriores em podcast.

Uma dica curiosa é a rádio Mundial (95.7 FM). Todos os domingos, às 21hs, é levado ao ar o programa “Armênia Eterna”. Trata-se de um programa voltado à comunidade armena com locução bilíngue. As músicas vêm da Turquia e, obviamente, Armênia. Apenas um conselho: não ouçam essa rádio nos demais dias e horários, a programação é deprimente.

Espero ter demonstrado que, apesar do avanço tecnológico, o rádio ainda vive muito bem e tem seu público fiel. Apesar da internet, dos livros, dos celulares etc., há coisas que só o rádio ensina e de outra maneira seriam inacessíveis. Podem acreditar. Façam o teste, durante uma semana tentem acompanhar as indicações feitas aqui. Vocês vão se surpreender com o volume de informação. Boa semana a todos.