Alex: uma história de Amor

Acabo de ler um livro e desejo contá-lo: Irene M. Pepperberg é mulher forte e lutadora. Professora de cognição animal em Harvard, pertence à nobre categoria de pessoas de espírito superior. Ela narra com delicadeza e muito amor sua experiência com Alex, um papagaio cinzento africano, que foi seu companheiro por trinta anos. Apesar da formação em química, sua paixão pelos bichinhos emplumados que traz consigo desde a infância a levou para as ciências biológicas e o estudo do comportamento dos animais. Enfrentou mil preconceitos por ser mulher e mostrou de perto como é a vida acadêmica nos corredores das universidades, denunciando uma questão polêmica e um dos temas indiretos de seu livro: o preconceito no mundo científico. Muitos cientistas se recusam a aceitar a própria ciência que tanto admiram. Uns por medo de dar o braço a torcer e terem de reaprender muito do que viram no passado, já outros por pura rabugice.

Ela treinou Alex utilizando diversos métodos, e o resultado foi absolutamente maravilhoso, surpreendente e encantador, ganhando fama nos jornais e mesmo na TV americana. Certa vez, Alex derruba involuntariamente uma xícara no chão e a quebra, ao levar uma bronca da pesquisadora responde “desculpa”. Ele simplesmente se lembrou de ter visto sua tratadora brigando com alguém que a respondeu dessa forma. Como se não bastasse, Alex se mostrava uma ave inteligentíssima e apresentava resultados muitas vezes melhores do que os obtidos com primatas, aprendeu cerca de cem palavras e foi capaz de somar e entender conceitos de maior, menor, mais, menos e “nenhum” (essa parte é a cereja do bolo, leiam! Vale a pena!). Como uma criaturazinha adorável com o cérebro do tamanho de uma noz pôde fazer tanta coisa? Ao que parece, a resposta ainda é um mistério para a ciência.

Irene nos conta como uma boa amiga sua paixão pelas ciências exatas, sua entrada na universidade no início dos anos 70, seu desenvolvimento acadêmico e como conheceu seu marido. Para os leitores mais atentos, é possível encontrar trechos belíssimos descritos com muita propriedade e sensibilidade na escolha das palavras, os parágrafos são deliciosos.

Voltemos ao papagaio prodígio: ao perceber que era o mais paparicado do laboratório por ter os melhores resultados, logo passou a demonstrar indiferença e até esnobar os cientistas, respondendo errado de propósito, enganando os tratadores a fim de ganhar porções extras de milho, atrapalhando os testes dos outros cinzentos entre outras travessuras. Irene conta que Alex costumava soprar as respostas para seus colegas de gaiola, e mais do que isso, para demonstrar sua supremacia, respondia com certo tom autoritário “está errado!, Faça de novo! Não é assim.”.

Ele não estava imitando.

Alex e eu [Ed. Record, 229 pág, R$30 em média nas livrarias, na famosa Estante Virtual, encontra-se a partir de R$15) é um livro maravilhoso, página após página fui surpreendido pela capacidade fantástica desse incrível bichinho. Irene relata ainda sua dificuldade de convencer o meio científico de que uma ave conseguira resultados em testes de cognição melhores do que chimpanzés, e isso, não nos esqueçamos, com um cérebro dez vezes menor. Muitos biólogos sustentam arrogantemente que apenas os primatas conseguem aprender conceitos de números, cores entre outras coisas. Mesmo diante de números e resultados legitimamente científicos, não foi fácil conseguir um espaço, e muitos projetos de pesquisa da mais alta seriedade e importância não eram aprovados.

Quando não queria colaborar nos testes, respondia “Quero noz” e, se não fosse prontamente atendido, repetia tal qual um adulto ao repreender uma criança travessa “quero uma noz, ‘nnn’ ‘ooo’ ‘zzz’”. Quando estava cansado, não hesitava em interromper os testes e pedir “quero voltar” [para a gaiola].

Não sei se consegui transmitir aos amigos leitores paixão pelo livro. O fato é que foi sem dúvida uma das melhores leituras que já fiz. Às vezes é chata a questão da “crítica”, mas o New York Times escreveu: “Uma grande celebração, com muitas histórias que aquecem o coração”, e a Publishers Weekly “Um tributo comovente”, assino embaixo. Brindo-os com mais uma façanha de Alex para encerrar esta humilde resenha: ele foi apresentado a uma porção de chaves de variados tamanhos e cores, acompanhe:

Alex, qual cor é maior? [ele deveria dizer qual era a cor da chave maior]

Quero noz!

Depois! Agora responda: qual cor é maior?

Quero nnnooozzz!

Você terá sua noz, qual cor é maior?

[Silêncio]

Alex, qual cor é maior?

Verde... [resposta incorreta e dada com indiferença]

Não, Alex. Qual cor é maior?

Branco [novamente incorreto, também com desdém]

Seu chato! O que você quer com isso?

Quero voltar.

Quando Irene sai da sala irritada, Alex brada a plenos pulmões:

Azul! Azul! Desculpe! Volta aqui! Azul! [a resposta estava correta]

Dá para creditar numa coisa dessas? Irene prova magistralmente que sim.
Comprei para mim, mas gostei tanto que vou presentear uma amiga bióloga. Leia, encante-se, emocione-se.


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O Homem continua a ser a criatura mais egoísta do reino animal ao negar inteligência a outras espécies, como se fossem “eles próprios” os criadores de tudo que aí está. Às vezes me vejo perdido em sonhos de criança como falar com animais. Seria tão bonito. Seríamos carnívoros? Como convencer um animal de que ele deveria ser morto para nos servir de alimento? Amo a minha cocker de 4 aninhos, e muitas vezes sua inteligência espanta. Ainda que esteja cochilando, minha irmã cochicha em seu ouvido “Poli, o pombo está comendo a sua comida” imediatamente ela desperta e sai em disparada rumo ao quintal olhar para cima e latir furiosamente em busca de uma “revanche”.

Tinha apenas 16 anos mas ainda me lembro. Havia um cachorro vira-latas na minha rua que fora bastante castigado e maltratado pela vida. Escapou com uma perna quebrada de um atropelamento e nunca recebeu qualquer tratamento. Meu pai também tentou matá-lo a vassouradas após ter avançado e furado o saquinho de leite que ele trazia para casa mas o pobre cãozinho também se salvou, em parte porque, apesar de manco, não bebia e seus reflexos, ao contrário dos do meu pai, ainda eram bastante ágeis. Meus gritos desesperados de “para pai! Deixa ele!” também ajudaram. Voltando da escola, via o animal muitas vezes na porta dos botecos do bairro esperando aflito que lhe jogassem alguma coisa. Seu olhar era comovente. Depois de algum tempo, ficou cego de um olho. Fico emocionado ao lembrar de uma vizinha que se dispôs a cuidar dele. Passou a dar-lhe ração, água e, nas noites mais frias ou chuvosas, abrigo. Ocorre que essa boa mulher saía de casa por volta de seis da manhã e só voltava tarde da noite, mas não tinha problema, seu fiel amiguinho a esperava com paciência.

A boa samaritana se chamava Elaine e tinha um Fiat Uno vinho. O vizinho da frente também tinha um carro igualzinho ao dela. O cachorro apenas descansava no canto da calçada até ouvir de longe o carro se aproximando, ele parava a uma distância de cerca de trinta metros do animal, a porta se abria devagar... ao ver a perna do homem, o cão voltava a dormir, mas quando via uma perna feminina, apesar da distância e de já estar cego, seu coraçãozinho canino não podia conter tamanha emoção e passava a latir vivamente numa explosão de alegria e a abanar o rabo festivamente enquanto corria em sua direção.

Que ternura!

Não demorou muito para que ele aprendesse a distinguir o barulho do carro dela. Diversas vezes fiquei acordado olhando pela janela a hora em que chegavam. O carro do homem passava, e o cão permanecia hibernado. Bastava um pequeno ruído diferente para fazê-lo levantar a cabeça e as orelhas em alerta máximo, era o carro de Elaine.

Livro é como Vinho

Um livro nunca é publicado da maneira que foi escrito.

Não adianta mandar seu calhamaço revolucionário de 700 páginas para a editora e acreditar que eles o publicarão sem revisão alguma. Na pior das hipóteses a editora vai opinar sobre a gramática, e te publicar. Sem revisão, sem dar opinião, sem nada.

Desconfie. Uma editora que não te dê a mínima atenção está querendo algo em troca, geralmente seu dinheiro. E, sejamos sinceros, o escritor é contratado pela editora, é ele quem deve receber, não o contrário.

Quando você termina um livro precisa sentar e se acalmar. A melhor coisa a fazer, na verdade, é esquecê-lo. Isso aí, engavete a porcaria que você escreveu e o esqueça por uns dois meses. Até lá escreva contos, mantenha um blog ou twitter, procure outros projetos, escreva outra coisa.

Livro é como vinho, tem que amadurecer para melhorar. Depois de repousar por um bom tempo você volta a ele e percebe as besteiras que escreveu. Queima páginas, mata personagens, vê que alguns deles eram coadjuvantes tratados com carinho excessivo.

É por esta fase que estou passando agora.

O Baronato passou por uma revisão bem diferente, feita de maneira profissional e com o objetivo de criticar a obra ao máximo. Este tipo de crítica é feito para encontrar erros dentro da obra, ou para evitar críticas muito mais severas futuramente.

Logicamente, essa dureza toda causa certo desconforto (pra ser sincero, dá vontade de mandar o beta ir para aquele lugar, tomar suco de laranja com acerola). Mas é necessário para dar aos leitores um livro que vale a pena ser lido.

Cursos de férias

Meus amigos, a usp está oferecendo alguns cursos bem legais. Alguns são de graça, outros são pagos. O que mais chamou a minha atenção foi o de história e cultura da Armênia. Venho lendo algumas coisas sobre este nobre e minúsculo país e gostaria de saber mais sobre a república que dá nome à estação de metrô. Para maiores informações, acessem: http://www.fflch.usp.br/sce/tela.htm

Além disso, o museu da língua portuguesa oferece uma vivência bastante enriquecedora para nós que apreciamos literatura/teatro. Técnicas teatrais serão usadas para construir significados em textos não dramáticos. O objetivo é facilitar a compreensão do objeto texto enquanto obra de arte. As aulas (gratuitas) começam em 18/01, das 14h às 17h. Informações: 3326-0775 ou ainda 3227-0402.

Bom fim de semana!

Diálogo com a consciência

-Mas preste bem atenção! Ela disse sim! Ela disse sim!
-Sim, ela disse sim, nem acredito. Eu vou acordar a qualquer hora.
-Não vai não, isto é real. Parabéns malandrão! Você se superou hein?! Só não vai colocar agora tudo a perder, lembre-se de seus princípios.
Sim, estão sempre comigo, embora eu quisesse muitas vezes esquecê-los por completo.
-Não faça isso! Não seja imbecil, quê vai ser de você?
-Eu me reiventaria, começaria tudo de novo. Vale a pena.
-Vale nada e você já o sabe!
-Na verdade sei muito, até o que não queria saber.
-Use o que você sabe a seu favor.
-Não dá, já conversamos sobre isso.
-Seja diferente, ao menos uma vez.
-Como mudar 27 anos de história?
-Tudo é possível, o ser humano não tem limites.
-Mas eu tenho os meus.
-Não seja covarde!
-Eis aí um ponto crucial...
-Você precisa mudar dessa vez, você já conhece o outro lado.
-Mas e se...
-Chega! Não dá! Não dá e não dá! Quando você vai aprender?
-Eu adoraria saber.
-Não faz as coisas porque não quer porque sabe bem o que deve ser feito.

(Engole o choro)

-Fala assim porque não é com você.
-E o que quer que eu faça? Que concorde com você? Que o leve à depressão sem volta? Que aceite este seu estado? Que assuma a derrota eterna? Pelo amor de deus! Reaja!
-Verei o que posso fazer, mas não garanto nada.
-Você devia ter um pouco mais de compromisso.
-Não posso adiantar o que não está ao meu alcance.
-Ela não está ao seu alcance?
-Quero dizer que não sou eu, não depende de mim.
-O primeiro (e muito bem fundado, que fique claro) passo você já deu.
-E quantos mais faltam?
-Não tem importância, digo comece a pensar no que vai fazer.
-Já tenho tudo friamente calculado.
-Ótimo! É só agir!
-Não é fácil.
-Aja mesmo assim.
-E se der tudo errado?
-Não vai acontecer nada... e se der certo?
-Minha vida mudaria completamente.
-Não é bom?
-É maravilhoso!
-Então...?

CONTINUA...

Coisas sobre a Kabalah - Os Lôrrem

Há um tempo eu havia criado um post para falar da Kabalah, a elite do exército do Baronato de Shoah.

Acho que nunca avancei muito nisso por que não tinha muita ideia do que estava por vir, acabei colocando os textos no livro (o que deixou algumas partes extremamente descritivas) e esqueci do blog!

Ontem a noite estava revendo uns trechos do livro e percebi que alguns dos Sephiroth (as divisões) são extremamente iguais, como os Kyi ( a Guarda Real) e os Lôrrem (os Guerreiros de infantaria). Aí pensei no seguinte:

E se os Lôrrem fossem imortais? Não ao estilo "300", onde são substituídos rapidamente esta alcunha, mas strictu senso?

Tava pensando no seguinte: Os Lôrrem, os guerreiros do exército, são poucos. Ao completar seu treinamento eles escolhem uma pessoa a quem dão parte de seu espírito (neshamah). Com isso os Lôrrem se tornam imortais, capazes de retornar da morte sempre. Entretanto, caso esta parte de seu espírito seja perdida de alguma forma (roubada, o "guardião" seja morto ou traia seu protegido, ou coisa parecida) o Lôrrem morre.

Bom, sei lá, a ideia surgiu ontem como um rabisco e achei melhor jogá-la aqui antes que esquecesse.

Terror Zine 17!

Caríssimos,

Segue anexo a edição de n° 17 do e-zine TerrorZine: Minicontos de Terror. Nesta edição, novos minicontos, super dicas de livros e antologias e entrevistas com Dione Mara Souto da Rosa, Tatiana Ades e Marcello Salvaggio.

Os interessados em participar do TerrorZine nº 18 (fevereiro/2010), acessem: www.cranik.com/terrorzine.html

Para disponibilizar a nossa edição de n° 17 para download em seu blog, site ou comunidade no Orkut, use o endereço www.literaturafantastica.com.br/terrorzine17.pdf , a sua divulgação é muito importante para todos nós.

Compareça no lançamento do livro Poe 200 Anos, que acontecerá no dia 20/02/10 (sábado) em S. Paulo, na rua Bela Cintra, 1333, Jardins, à partir das 18h30. Divulgue para os seus amigos e apareça para um bate-papo.

Agradecemos a participação de todos e já estamos aguardando os próximos minicontos.

Um forte abraço,

OBS.: conheça e siga o blog oficial do romance O DESEJO DE LILITH, de Ademir Pascale, com publicação prevista para o primeiro trimestre de 20

Cuidado com a propaganda enganosa

Não se enganem, meus amigos, com as queimas, liquidações e “botas-fora” de natal, ano novo ou balanço que se instalam nas lojas. Trata-se de uma perigosa e malandra armadilha. Pude comparar várias vitrines do shopping Plaza Sul na época de natal e agora, as lojas colam etiquetas de oferta especial, decoram as vitrines, anunciam descontos de até 70% (veja só!) mas os preços são rigorosamente os mesmos! Não há oferta alguma! Cuidado!

Comprei ontem na Saraiva do mesmo shopping, onde trabalho, um dvd do Vinicius de Moraes. Trata-se de um dvd duplo, com um filme-documentário e vários artistas consagrados interpretando suas canções e poemas. Grátis, ganhei também um livro de sonetos. Fiquei contente pois acredito que fiz uma boa compra, paguei 19,90. Curiosamente, este mesmo produto é oferecido no site por 29,90. O melhor vem agora: o site submarino cobra 79,90 pelo mesmo dvd, americanas.com cobra 99,90.

Que coisa não? Cadê o Cade (com o perdão do trocadilho) para multar esses espertalhões que só querem lucrar inescrupulosamente? Isso é crime contra a economia popular!!!

Não estou fazendo propaganda para a Saraiva, para equilibrar a questão, ao mesmo tempo em que boto mais lenha na fogueira, o último filme da série Harry Potter, O Enigma do Príncipe, é vendido por 49,90. No mesmo piso e a apenas 50 metros de distância, nas Lojas Americanas, ele é vendido por 19,90. Tudo isso no shopping Plaza Sul. Não tenho dúvidas de que em outros shoppings a situação é a mesma.

Adoro panetone, mas me recuso a pagar o que os supermercados pedem, é muito caro. Acho um verdadeiro tapa na cara do consumidor as promoções de natal para as pessoas comprarem e, dias depois, o preço cai pela metade, é sempre assim. Nunca me iludi com esse “espírito natalino” e sempre esperei até depois das festas para saborear o meu. Entretanto nos últimos tempos os preços têm subido de forma abusiva. Na hora de conceder desconto, o preço já estava mais alto e o lucro fica preservado.

As melhores formas de pegar menos são a pesquisa e o bom senso aliado a um espírito crítico. Sempre que possível perguntem por descontos para pagamento à vista ou produtos com pequenas avarias. Utilizem a internet (bondfaro.com.br), comparem e evitem comprar na primeira loja. Desde os tempos em que trabalhei no supermercado já reparava na perversidade das promoções e ofertas. Quem não presta atenção e não conhece o valor real do que se precisa (ou apenas quer) comprar acaba pagando o mesmo preço, quando não mais caro, apenas porque viu uma etiqueta colorida “de 100 por 12,50”. Canso de ver mercadorias que recebem etiqueta de oferta ou desconto especial sem mudarem de preço.

Quando o VOLP foi lançado, no início de 2009, todas as livrarias aguardavam ansiosamente pelo livro, que viria como uma espécie de Messias, salvando os incautos do vexame de se escrever uma grosseria ortográfica. O acordo entre os países de língua portuguesa tem sido desde então uma excelente desculpa para encarecer as publicações apenas por causa do maldito selinho “conforme a nova ortografia”. Lançado o calhamaço, todas as livrarias fizeram estardalhaços do tipo “o livro mais aguardado do ano, não erre mais! Sua única garantia de escrever com segurança” etc e tal.

Balela! Os preços foram tabelados, e mais: os anúncios mais agressivos diziam: “de 120 por ‘apenas’ 90 reais”. Ora, se o livro é lançamento, como pode chegar já com redução de preço (anterior, de um período em que ainda nem sequer era vendido) ??

Termino indicando um ótimo texto do jornalista Clóvis Rossi, da Folha, disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/clovisrossi/ult10116u672913.shtml

Por hoje é isso, uma boa semana aos queridos internautas.

Wallpapers grátis!

Os WAllpapers do BAronato de Shoah está aí! Confira! Divulgue para seus amigos que gostam de Steampunk, FAntasia e cultura!

Detalhes: o Wallpaper "Sehn Hadjakkis" foi uma montagem minha com base no desenhod o "marku djurdvejic" desenhista profissional que manda muito bem!

Os logos do BAronato são criações do Victor Bergmann (@bergmann no twitter) e o wallpaper que é uma parede de engrenagens é criação do Gabriel Gastaldo (o @arddhu)

Para melhor aproveitamento das imagens, clique nelas e depois copie para você!






Considerações finais

Muito obrigado a todos que acompanharam as bem aventuradas linhas deste blog. Contamos com vocês em 2010. Continuem se comunicando e enviando seus comentários, dúvidas, sugestões e reclamações. Obrigado pelo apoio! Feliz ano novo!

Considerações quase finais

Espero que a correria de fim de ano seja aceita como justificativa deste humilde escrevente aos nobres leitores deste espaço. Como alguns já devem saber, estou trabalhando num shopping e, apesar de ter começado em 30 de novembro, creio que já vou tirar um décimo terceiro só de horas-extras! Com o consumismo desenfreado, tenho passado facilmente das dez horas diárias de trabalho, e sem folga! Reforço aqui meu pedido aos leitores: doem sangue. Eu vou na segunda, no Pérola Byington, até para isso não estava dando tempo. Continuarei escrevendo sobre minhas impressões a respeito do capitalismo, o trabalho está me permitindo fazer observações interessantíssimas. Dica de filme: Ladrões de Bicicleta, assisti antes de ontem e me emocionei mais uma vez com a bravura e também o desespero do pobre Ricci e seu pequeno e amoroso filho Bruno. A China não para de copiar o ocidente e fez também a sua versão sobre as mazelas urbanas sobre duas rodas: "Bicicletas de Pequim" também é um bom filme, mas sinto muito, fico com a primeira versão (1948) do italiano Vitorio de Sicca. PS: não tenho a menor ideia de como vai ser meu réveillon, infelizmente desta vez não vou correr a São Silvestre pois meu ano foi muito turbulento, passei por três empregos, arrumei uma namorada que me deu mais dor de cabeça do que eu imaginava que uma mulher fosse capaz e tranquei a faculdade. Não consegui me dedicar aos treinos regulares. O certo é que há 101% de chances de eu estar trabalhando até as 18h. Um braço, digo, um abraço.

Metamorfose - a fúria dos lobisomens!


Data: 19/12/09

Horário: a partir das 18h30

Local: Bardo Batata - Gastronomia e Cultura.

Rua Bela Cintra, 1333, Jardins, S. Paulo/SP

Site do Bardo Batata: http://www.bardobatata.com.br

Organizador: Ademir Pascale (Invasão e Draculea: O livro Secreto dos Vampiros)

Autores convidados: Marco Bourguignon (Editor da Scarium) e Adriano Siqueira (Amor Vampiro)

Prefácio: J.Modesto (Trevas e Anhangá: A Fúria do Demônio)

Editora: All Print

Com presença confirmada de vários autores: Ademir Pascale, J. Modesto (prefaciador) Elenir Alves, Adriano Siqueira, Almir Pascale, Armin Daniel Reichert, Luciana Fátima, Larissa Caruso, Dione Mara Souto da Rosa, Frank Bacurau, Maurício Montenegro, Jorge Ribeiro, André Paim, André Bozzeto Junior, Pedro Moreno, Lino França Jr., Raphael O Lord, Mariana Albuquerque, Leonardo A. Ragacini e outros.

COMPAREÇA E PEGUE O SEU AUTÓGRAFO.

Cards e marcadores de páginas gratuitos no lançamento.

Link do mapa para chegar até o local (copie o link e cole em seu navegador):

http://ruas.guiamais.com.br/index.php?controller=guiaderuas&init=map&address=BR|SP|SAO PAULO|Rua Bela Cintra| 1333|-23.557880235294117|-46.66337976470588&zoom=1

O livro estará sendo vendido no lançamento por R$ 30,00, nas livrarias estará saindo por R$ 32,00.

Neste Natal, dê um monstro de presente:

Pré-venda com Ademir Pascale (R$ 30,00, frete incluso), envie um e-mail para ademir@cranik.com

Aguardo você lá.

Um forte abraço,

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¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·` *Ademir Pascale
– Editor
http://www.cranik.com , http://www.divulgalivros.org , http://www.oentrevistador.com.br e http://www.literaturafantastica.com.br

e-mail: ademir@cranik.com

Equipe Cranik:
http://www.cranik.com/equipe_cranik.html

"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais volta ao seu tamanho original" Albert Einstein


O Dragão de Shoah

Não, este não é o título da continuação do Baronato. Apesar de termos um dragão "stea.punk" no livro.

Lembram que eu procurava uma editora para o Baronato? Pois é, achei mais rápido do que imaginava. Depois de uma longa conversa com o Erick, da Editora Draco, firmamos uma parceria/contrato e demos por encerrada a questão "quem leva o barão?"

Agora começamos a parte "chata" da escrita. Revisar, apontar incongruências, tirar ou substituir partes. Enfim, dar uma melhorada no texto para que você, leitor, possa usufruir ao máximo desta obra.


Já começamos a ver o processo de divulgação e as promoções para o lançamento!

Uma ideia brilhante

Mas será o Benedito? Aquilo não acabava mais! Raios duplos! Quanta chateação...
Olhou para o lado mas a distração era rápida para não perder nem mais uma palavra. E já tinha perdido várias. Saco! Ela não para mais? Deixe estar.
A ideia inicial era um ditado. Deus castigue os ditadores. Eles não querem saber de você e te atropelam. Aqueles que se saem bem no ditado acabam arranjando um empreguinho de taquígrafo na prefeitura, ou com sorte vira escrivão em algum cartório imundo do interior.
E lá veio outra nota baixa quentinha saindo para o Pedrinho. Apesar disso era um menino inteligente mas aquela múmia de professora não tinha sensibilidade.
Durante a aula teve uma dúvida:
-Professora, por que o queijo suíço tem furinhos?
-Não sei menino! Não gosto de queijo e muito menos da Suíça.
-Se o caranguejo só anda de lado, como ele faz para ir pra frente?
-E eu é que vou saber? Que pergunta!
-Professora...
-Pedrinho, agora é a minha vez de fazer-lhe perguntas, por que não está fazendo a lição?
-Mas estou professora.
-Não estou vendo.
-É porque agora estou conversando com a senhora.
-Você não me engana. Já para lousa!
-Por quê?
-Porque eu quero!
-O que a senhora quer?
-Quero que estude.
-Por quê?
-Pra conseguir um emprego, se sustentar etc.
-Etc também?
-Chega Pedrinho! Que impertinência!
-Professora... Diz o menino sem jeito.
-Eu queria saber o que é etc...
-Etc significa muitas coisas, Pedrinho.
-Uma multidão pode ser etc professora?
-Quanta petulância Pedrinho! Não!
-Mas etc não é um monte de coisas?
-Não chateia Pedro...
E mandou a classe se preparar porque ainda naquele mês haveria mais um ditado, surpresa desta vez. O que irritava na professora era sua mente lunática e a ilusão de que todos eram rápidos como ela, magina! Mal dava tempo de respirar ou piscar os olhos. Pedrinho esforçado que era, pediu ajuda ao irmão mais velho para se preparar para o grande dia. Sempre atencioso, anotava as dúvidas e ia pedir explicações ao dicionário que tinha em casa. Memorizava com mais facilidade justamente as palavras cujos significados desconhecia. Usava um grande dicionário em seus estudos (diários).
Muitos dias depois quando nada acontecia e Pedro já até se esquecera das lições a professora informa:
-Ditado.
Em princípio teve medo, pensou em simular uma dor de barriga crônica, um desmaio, qualquer coisa para fugir do que estava por vir.
Não teve jeito.
Aos primeiros sons proferidos pela professora para serem imediatamente transcritos pelos alunos, que mais se assemelhavam à harpa do inferno, Pedro temia o branco, que poderia vir a qualquer momento. Podia ter um troço, um infarto fulminante tamanha era a pressão. Teve uma brilhante ideia e resolveu pô-la em prática antes que a esquecesse. Pouco a pouco a megera notava um sorriso que timidamente crescia no rosto do menino. Ela gostava de ditar palavras para testar a concentração dos alunos, na verdade não suportava barulho. Ao corrigir as lições à noite após a novela e bebendo café velho, leu a prova do menino, onde lia-se: carro, chato, gato, mato, rato, roça, viço etc...

Terminei o Baronato de Shoah e agora?

Terminei o Baronato ontem a noite, umas 11:30 da noite. Claro, falta revisar os dois últimos capítulos e corrigir alguns absurdos.
fiquei feliz em conseguir escrever um embate entre um dragão-steam, uma caravela-mecha e um robô gigante como "combate final" do livro, ao lado do duelo do mocinho e do bandido.

Agora vem a parte mais complicada, conseguir uma editora que aposte nesta história. Sabe, escrever é legal e tudo, mas eu vim até aqui para ser publicado e viver da escrita. Tá aí um ponto pra pensar: quando você escreve o que você procura?

Você quer ser um escritor? Mesmo não sendo famoso?
Quer escrever um best-seller e depois desaparecer? Ou prefere escrever vários livros menores e estar sempre aí? Ou melhor, SEMPRE vender muito?

Lembre-se, quando você apresenta seu livro para uma editora você está vendendo um produto. Literatura é arte? É sim, e arte tem valor, meu amigo. Ou você acha que eles vão te dar a Monalisa por que o Da Vinci "fez pela arte"?

Apresentar um livro a uma editora é um trabalho árduo, deve ser feito como uma entrevista. Você coloca sua melhor roupa, arma seu currículo e vai atrás. Adote uma postura profissional ao entrar em contato com uma empresa, afinal, o que você está oferencedo é fruto de sacrifício e luta, não é?

Fica aí a dica rápida para os leitores.
Torçam por mim!

- ps - ainda não sei que fim leva este blog. Acho que ele continua no mesmo formato, alternando dicas, releases, resenhas e o Baronato. O que vocês acham?

Editora Draco - Xochiquetzal - uma princesa asteca entre os incas -


O primeiro romance de Gerson Lodi-Ribeiro, o maior nome do gênero de História Alternativa no Brasil, com contos e noveletas publicados internacionalmente, Xochiquetzal – uma princesa asteca entre os incas é uma leitura fascinante para fãs de ficção especulativa ou para aqueles que procuram saborear uma nova e agradável experiência literária nacional.
“E se os portugueses tivessem acreditado em Colombo, descoberto a América e se aliado às civilizações que aqui floresciam?”
É desse ponto de partida – ou seria ponto de divergência? – que se desenvolve a história contada por Xochiquetzal, princesa dos astecas e filha d’algo entre os portugueses.
Casada com um dos maiores navegantes do Reino, o almirante Vasco da Gama, acompanha-o em suas viagens às terras distantes d’Além Mar. Com seu ponto de vista entre o irônico e o terno sobre a relação entre Portugal e as terras do novo continente, chamado de Cabrália, ela nos conduz em um admirável mundo novo – tanto para ela quanto para nós – em que portugueses e cabralianos se uniram para singrar os mares nunca antes navegados numa crônica minuciosa, divertida e emocionante, passando pela lendária Calicute até a misteriosa Cusco nas Alturas. O cotidiano da guerra, do mar e da relação entre duas pessoas tão diferentes é narrado de forma tão convincente que, no final, talvez fique a dúvida ao leitor sobre qual realidade seria ‘verdadeira’ e qual seria criada pelo escritor.

Caça às bruxas

Como gosto bastante da cultura russa, descobri um lugar em São Paulo chamado Tchayka – A Casa da Rússia. Lá, é possível encontrar uma porção de objetos que remetem ao país dos czares, de Dostoiévsky, Lênin, Korsakov e o maravilhoso Tchaikovsky. Há desde cds às tradicionais matriushkas. É fácil ficar longos minutos admirando reproduções de cartazes de filmes como Encouraçado Potemkim (1925) ou Ivan o Terrível (1944), obras-primas de Einsenstein. Na trilha sonora, a sétima sonata para piano de Serguei Prokofiev e a sinfonia concertante de Dmitri Shostakovitch completam o agradável clima eslavo.

Digo isso para introduzir outro assunto: saí de lá feliz com uma camiseta vermelha onde se lê as inicias CCCP, não a de “Cuidado com o Crioulo Pelé”, quando nossa seleção bateu os comunistas por 3 a 0 numa copa do mundo perdida do século XX, mas de Soyuz Soveietskih Sotsialistitcheskih Respublik, ou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Passei a usá-la, e muitos me perguntaram: Maurício, você é mesmo comunista?

Olha, não sei bem, mas acho que sou. Estou acostumado com o capitalismo, é um sistema medíocre e capenga mas vá lá, às vezes funciona. Não tenho idade o bastante para saber como era “antigamente”, mas desconfio de que George Orwell estava certo. O comunismo pertence mesmo ao cemitério da história. Quando passo por lugares como a cracolândia, fico triste e desejando que toda aquela gente tivesse emprego, casa e família. Revolta ver tanto prédio que poderia estar sendo usado como moradia lacrado e abandonado. Desejo que toda cidade do Brasil tivesse ao menos um centro cultural, onde estivesse à disposição dos moradores um grande acervo de livros, filmes e discos com a nossa música brasileira. Brasil para os brasileiros! Desejo que as pessoas mais humildes tivessem acesso a museus, concertos, cinemas, teatros (entenda-se educação e erudição) e tudo mais que sonhassem. Desejo que moradores se unissem e lutassem pelos seus direitos nas comunidades pequenas e respeitassem a si próprios enquanto seres humanos, zelando pela coletividade num ambiente de fraternidade. Creio que isso são desejos comunistas.

Revolta um menino de rua parar no sinal, pedir um trocado para comer para a madame, que, a bordo de seu 4x4 importado diz “sinto muito, não tenho um tostão sequer”.

Li recentemente que na África (PRESTE ATENÇÃO, EU DISSE NA ÁFRICA) muitos produtores rurais jogaram milhares de litros de leite fora em protesto aos baixos preços pagos pelas gigantes indústrias. Recentemente, o parlamento europeu votava uma proposta para ajudar produtores de leite, o valor da ajuda superava os 250 milhões de euros. Pequenos fazendeiros africanos não conseguem competir dentro de seus próprios países com multinacionais, em sua maioria holandesas e francesas, o que gera uma situação bizarra: leite em pó importado é mais barato do que leite fresco produzido pelos próprios fazendeiros africanos. Isso acontece porque as indústrias europeias recebem incentivos fiscais do governo. Além disso, possuem maior capacidade de produção já que trabalham em escala industrial. Os pobres africanos não contam com tanta sorte: os governos não ajudam pois também são carentes de recursos, pagam impostos e demais despesas operacionais tais como ração, transporte e vacinas para o gado que acabam encarecendo o preço do produto final. Pelo menos para mim isso é revoltante, no mínimo. Já houve protestos assim aqui no Brasil.

Um boia-fria corta de dez a treze toneladas (EU DISSE TONELADAS) de cana por dia e recebe menos de 400 reais por mês para sobreviver apenas porque não tem “estudo”. Com isso, traz conforto para nós aqui na cidade; o álcool para limpeza, nossa boa e velha cachaça sem a qual não preparamos nossos drinques preferidos nem acendemos a churrasqueira. Não esqueça o caldo de cana sagrado da feira. Você acredita mesmo nisso? Da próxima vez que vir o álcool na prateleira do supermercado, lembre-se do cortador de cana.

Uma excelente propaganda veiculada tempos atrás informava que cerca de 20% de tudo que se compra na feira vai diretamente para o lixo. Incrível não? Sinceramente não sei explicar como aguentamos saber que todos os dias toneladas e mais toneladas de ALIMENTOS SÃO JOGADAS FORA nas feiras, nos supermercados, nos restaurantes e nos centros de distribuição. Apesar disso, pessoas morrem diariamente de desnutrição, de carência, de abandono...

De fome.

Procure ver onde o tênis que você usa é fabricado, faça o mesmo com seu celular, ipod, mp5000, Wii, PS e tranqueiras similares. Muitas mercadorias que enchem as vitrines e os olhos dos consumidoidos compulsivos do ocidente são produzidas na China por crianças em condições insalubres, desumanas, cruéis e covardes. Não me surpreenderia nem um pouco se descobrisse que as roupas das Pernambucanas, Renner, Riachuelo, C&A, entre outras, são costuradas por bolivianos clandestinos que recebem dezoito centavos por peça produzida e trabalham 15 horas por dia trancafiados nas confecções do Brás e do Bom Retiro sob o olhar algoz dos capatazes outrora judeus doravante coreanos. No shopping, essa mesma calça vai custar cem reais “em oferta”.

Um Roubo!

Intelectuais como José Serra gostam de dizer que “o capitalismo é o pior sistema econômico, com exceção de todos os outros”, outro pensador certa vez disse “o comunismo é a única solução, o problema é que não deram tempo para que fosse implantado de forma adequada”.

Fico com a segunda opção. Posso ser um tolo que acredita em papai-noel, mas ainda gosto de sonhar num mundo mais igual, humano e fraterno para todos. Até onde sei, o capitalismo não contempla tal hipótese, é cada um por si. Nada mais abominável.

Se os tigres urrarem contra mim. Explico-lhes que a mesma campanha liderada pelos Estados Unidos da América contra a “ameaça comunista” a partir dos anos 50, que fez a cabeça dos países pobres (entre eles o Brasil) é a mesma que se verifica hoje contra o “Terror”. O Brasil não precisa temer o terrorismo, a pendenga é lá no Oriente Médio entre califas e ianques. Se o comunismo não pegou no Brasil, foi porque nosso país se alinhou aos americanos (por mera conveniência) trocando gentilezas como a ida de Carmen Miranda para intermináveis turnês e gravações de filmes e até a criação de um personagem tipicamente brasileiro pelos estúdios Disney, assim nasceu o Zé Carioca. Os norte-americanos se diziam muito interessados na nossa cultura, uma ova! Queriam apenas nos ganhar na conversa para que caíssemos na deles. Certa vez, Carmen Miranda foi anunciada em solo estadounidense: “a pequena notável vinda diretamente do Brasil é a mais perfeita representante da cultura asteca!”. Isso mostra o quanto eles conheciam e estavam interessados nas nossas bananas. Parabéns mesmo só para Carmen, que se recusou a aprender inglês para atuar. “pois eles que se virem para entender o que estou falando! Eu me entendo perfeitamente!”

O tempo passa, o tempo voa, e os bodes expiatórios vão mudando uma coisinha aqui e ali. Eis a face do mal. Não podemos continuar compactuando com isso! O preço muda alguma coisa para nós aqui na cidade? Reflitam.

PS: Doe sangue! Nesta época os estoques ficam baixos, e as pessoas precisam!

A Canção do Silêncio

Projeto rápido, a Canção do Silêncio é um romance virtual baseado no mundo do Baronato de Shoah e está disponível em meu perfil do Recanto das Letras. Serão, aproximadamente, doze capítulos, cada um disponibilizado em um mês deste ano (que já acabou!) e no ano que vem.

confira o conto em A Canção do Silêncio

O Baronato de Shoah ao lado das historias fantásticas?

Quem me deu a dica foi o Rober Pinheiro, autor do Lordes de Thargor, pelo msn e pelo Twitter.

E não é que a coletânea da Tarja saiu na Steampunkopedia? Mais do que merecido, o livro é fabuloso e estou devendo uma resenha sobre ele. Até semana que vem essa resenha nasce.

Mas aí, ele me chama a atenção para outro livro, o quinto da lista: O Baronato de Shoah. Pois é, o livro tá lá na lista com a marca "em breve" do lado. O que é uma baita divulgação para um livro brazuca que nem editora tem.

Bom, fica aí o site para quem quiser dar uma olhada: O Baronato de Shoah na Steamppunkopedia

Dias da Peste


Vai aí uma dica rápida para quem curte cyberpunk e Ficção: Dias da Peste, do Fábio Fernandes.
O que eu sei dele? O cara é tradutor (o “Fundação” novo é tradução dele!) e jornalista, manda bem pra cacete e escreveu uma ficção pra lá de interessante.
“Dias da Peste” é um livro de linguagem normal, mas que tende a cair um pouco para o lado dos aficionados em computação. Isto não te atrapalha em nada, já que a maioria dos termos é explicada logo sem seguida dele ser comentado.
O livro flui muito bem. Nada é exagerado ou ridículo. E o protagonista soa extremamente brasileiro e real. Na verdade, em algumas partes, você tem plena certeza que ele existe.
O protagonista, Artur, na minha sincera opinião, nada mais é que o próprio autor, encarando os receios de uma nova e bizarra tecnologia. Isso é ruim? Não, por que o livro é convincente, calmo e envolvente. Confesso que larguei o “Código da Vinci” na página 50 por que comecei a ler o Dias da Peste; uma das minhas melhores trocas este ano.
Pra compensar a troca do carro, que foi uma besteira sem tamanho…
O cenário é o Rio de Janeiro, mais ou menos na nossa época, e vai até um futuro não muito distante. Detalhe para as diversas referências à cultura pop, literatura e informática (com uma rápida homenagem à colega Adriana Amaral).
Enfim, não dá pra contar muito do livro sem estragar a surpresa. Por quê? Ora, por que cada capítulo é permeado por um mistério que vai se resolvendo ao longo do livro. E, infelizmente, isto acontece no terceiro e último capítulo, deixando-nos malucos por uma continuação.
Entretanto, uma das maiores sacadas do livro é seu problema: as notas de rodapé. Elas, pelo que se entende, são feitas pelas máquinas, os computadores, que, muitas vezes, não possuem a finesse de entender conceitos humanos como “mão de vaca” ou “se fodeu de verde e amarelo”.
Isso é engraçado no primeiros capítulos, engraçado mesmo, MAS, lá pro meio você começa a se encher. É como andar na companhia de um/a amigo/a bonito/a burro/a. As piadas ficam meio repetitivas e algumas coisas soam meio absurdas (por exemplo, não haver referência a Napoleão Bonaparte). E isso me irritou bastante na terceira parte do livro “O Podcast.
Ah, detalhe, o livro é dividido em três partes: O Diário Híbrido, O Blog, O Podcast. Cada um deles tem uma trama principal envolvendo o protagonista e o resto do mundo. O mais legal são as descobertas do protagonista perante este problema, algo como “House” quando algo externo e totalmente alienígena é uma referência a doença tratada. Naõ sei se ficou claro…
De resto, eu li os “Dias da Peste” em dois dias (chegando atrasado ao serviço por ficar lendo até tarde) e você também não vai demorar muito para terminá-lo.


Fica a dica: Dias da Peste, da Tarja Editorial. Preço Aproximado: R$28,80.

A servo venientibvs ossa (ou se você for mais rápido...)

Todo encontro como aquele era regado de muito suspense e emoção e o já tradicional frio na barriga era inevitável, ele não sabia se os olhares trocados eram indicação de um turbilhão maior de emoções ainda por vir, ela não sabia em que medida era correspondida e os dois se encantavam com o correr dos dias, com a pulsação, com o desejo que crescia.

Conversavam bastante e tinham muitas afinidades. Ela jeitosinha meiguinha e linda, sua baixa estatura contrastava com o porte dele: encorpado, forte e demonstrador de gestos firmes, seguros e decididos. Ele a tomava nos braços com muita habilidade, o que era atípico para sua faixa etária. Os dois sempre iam juntos ao colégio sendo que ele, o cavalheiro, a buscava na porta de casa e para lá a conduzia no fim de todas as manhãs. O clima era de muita ternura e ele só esperava uma oportunidade, já tinham ido ao cinema e nada, já haviam ficado na praça conversando até tarde e nada, já se entreolharam por longos (e eternos) instantes e nada, trocavam muitas gentilezas gestuais e nada.

Um dia após o tradicional cinema de sexta à noite eles vinham pela rua tranquila, arborizada e pouco iluminada, felizes em clima angelical. Andavam quase abraçados, em breve algo mudaria a vida dele, era o momento com que tanto sonhara, dentro de instantes seria ali a grande emoção de sua vida. No momento exato, tocou o telefone, ela atendeu: Disse que estava bem e em especial companhia, que estava tendo um dia maravilhoso mas faltava algo para que terminasse espetacular, e que aquele algo aconteceria dentro de instantes. Conversaram mais algumas palavras de cortesia... o jovem mancebo tentava não se intrometer não ouvindo a conversa e não demonstrar com isso falta de educação, aguardava quieto e olhando em direção ao chão em sinal de respeito e discrição até que findasse a conversa. Após se despedir ao telefone, decidiu que aquele seria o momento. Com muita cortesia e gentileza indagou:

- Quem era?

Ela delicadamente responde:

- Meu namorado.


Morreu Lombardi, o anônimo mais famoso que o Brasil já viu. Um verdadeiro ícone da cultura brasileira. Boa viagem.