O Teatro de Deus

Ele era só esquecimento.
Um borrão no meio do tempo, que caminhava com passos largos pela pista de dança, num ritmo que só sua alma entendia. Era, por si só, um desejo de leviatã, colocado na Kabalah como um favor a Deus.
Deus.
Este. Aquele. Outro. Alguém. Imagem refletida no espelho uma centena de vezes, afogando-se em fés e crenças num futuro que jamais chega. Ele. Criador. Desejo. Criação. Criatura. Deus. Senhor. Assim na terra como no céu. Um borrão, repetido em palavras já usadas anteriormente, mas nunca gastas epla voz do poeta. Mesmo que este, em sua infinitude, se esqueça da outridade.
Era domingo. E o rapaz cruzava a pista de dança sem tirar os olhos da moça, fechando-se em si mesmo, recitou o cânone. Sem saber o que fazia.
Deus.
Palavra ingrata, suja, limpa, onipresente. Estivesse onde estivesse, confusa no tempo como a mácula de cem mil imperadores. Palavra que lhe fazia mal. Era demônio, anjo, terra, barro, homem.
E, no sexto dia, disse: Que se faça a luz!
Vendo que aquilo era bom, Deus o imitou.

Nas ondas do rádio

Esse é o último post que faço trazendo indicações de coisas que me agradam. Conhecimento a gente passa para frente e faz circular, feliz fico de compartilhar as coisas que me agradam. Acompanho com atenção a rádio Cultura (103.3 FM) já há alguns anos, e muitos de seus programas são verdadeiras preciosidades. Todos os dias a partir da meia-noite: jazz, recitais pianísticos e música barroca; músicas excelentes para varar a madrugada em companhia de boa leitura, uma boa cerveja ou mesmo um cigarro caso a insônia teime em passar a noite com você. Aos domingos, a partir das oito da manhã, vale a pena ouvir Organum Plenum, algumas músicas trazem paz e acompanham bem uma meditação, já outras podem deixar seu domingo fantasmagórico. Às dez, é hora do Encontro com o Maestro, uma iniciativa fantástica que objetiva aproximar as pessoas do universo da música de concerto, o apresentador responde dúvidas dos ouvintes sobre música em geral de maneira bastante simples e agradável, o aprendizado é garantido. Aos sábados, às 22hs vocês conferem no Mapa Mundi músicas do Irã, Índia, Suécia, Albânia, Grécia, Japão, Iraque e muito mais. Destaco por fim A Celebração do Dia, todos os dias às oito da manhã, não percam. Só não tentem se comunicar com o apresentador, a rádio o esconde de tudo e todos, Cyro del Nero é professor da pós-graduação do Departamento de Artes Cênicas da USP. É mais fácil encontrá-lo lá.

Para quem vive dando F5, recomendo duas boas emissoras: a Bandnews (96,9 FM) e a CBN (90.5 FM). Já quem quer escapar do estresse barulhento de São Paulo pode optar pela Alpha ou pela Antena Um (101.7 FM e 94.7 respectivamente).

A rádio USP (93,7 FM) apresenta às nove da manhã de domingo seu Empório Musical com o melhor da MPB produzida até a década de sessenta. Vale a pena conferir todo o site, os programas são de altíssimo nível, é possível ainda conferir as edições anteriores em podcast.

Uma dica curiosa é a rádio Mundial (95.7 FM). Todos os domingos, às 21hs, é levado ao ar o programa “Armênia Eterna”. Trata-se de um programa voltado à comunidade armena com locução bilíngue. As músicas vêm da Turquia e, obviamente, Armênia. Apenas um conselho: não ouçam essa rádio nos demais dias e horários, a programação é deprimente.

Espero ter demonstrado que, apesar do avanço tecnológico, o rádio ainda vive muito bem e tem seu público fiel. Apesar da internet, dos livros, dos celulares etc., há coisas que só o rádio ensina e de outra maneira seriam inacessíveis. Podem acreditar. Façam o teste, durante uma semana tentem acompanhar as indicações feitas aqui. Vocês vão se surpreender com o volume de informação. Boa semana a todos.

Como o RPG salvou minha vida...

Geralmente este tipo de postagem começa com o título "Como o RPg mudou minha vida". Mas, como a maioria de vocês já leu esse tipo de artigo, venho aqui com uma proposta mais radical e real. Contar a minha história, brevemente...

O RPG salvou minha vida. E isso é sério...

Quando eu tinha entre 14 e 15 anos era um analfabeto funcional (pessoa que consegue ler e escrever, mas não entende o que lê e escreve). A média das minhas notas era entre 5,5 e 7 (com esforço desumano) e a cada 3 semanas meus pais eram chamados na Escola, por que o filho deles estava envolvido com alguma bagunça.
Bagunça, aqui, significa que eu colocava bomba no banheiro, brigava (como um cão raivoso) quebrava carteiras e janelas e matava aula pra ir dar uma volta com péssimas companhias (para fumar cigarro, beber, jogar sinuca com adultos, ou ficar na esquina olhando, enquanto meus amigos "faziam algo" - nunca descobri o que eles faziam, mas tenho minha desconfiança...).

No fim das contas, meu destino caminhava para dois pontos claros: Linha Direta OU FEBEM. Em ambos os casos, o Carandiru seria minha casa hoje.
Entre outras coisas, a turminha com a qual eu andava foi presa ou morreu em tiroteios com a polícia ( fiquei sabendo anos depois.. TODOS meus amigos desta época são foragidos ou presidiários.. ou mortos).

Um belo dia resolvi alugar um rpg "Final Fantasy", pra ver como era. Não conseguia jogar e fui à banca comprar uma revista (Ação Games ou Super Games eram moda)... como não consegui achar nada, peguei a primeira onde vi "RPG" na capa e levei pra casa.

Para minha surpresa, aquilo era RPG de Mesa. Para minha surpresa, aquele "Hero Quest", "Gurps", "Vampiro" eram coisas que os moleques bobos da sala jogavam no intervalo. Então eu, um perfeito malandro da periferia, fui lá me intrometrer. Por sorte os garotos tinham medo de mim o suficiente para criar um personagem em 3 minutos e me encaixar na história. Dungeons & Dragons, disso eu lembro.

A aventura era boba: entra na sala, bate no monstro, pega o tesouro.
Eu me encantei. Sério. E eu mudei completamente, me afastei dos antigos amigos (e até levei umas porradas por isso.
Demorou até que eu me adaptasse a este novo mundo, sinceramente, pensei várias vezes em desencanar daquela besteira de nerd e ir jogar bola ou fumar atrás da escola (cigarro e algo mais pesado, nessa época a Maconha começava a aparecer).

No fim das contas, ganhei o Dungeons e Dragons de aniversário (a caixa clássica com o dragão vermelho) e mergulhei totalmente no RPG. Vício que mantenho até hoje.

Acho que é isso. Foi assim que Marcelo Cassaro, Trevisan e Saladino salvaram a minha vida, juntamente com todos vocês que, provavelmente, rolam uns dados no fim de semana.

A Revista? Aquela dragão Brasil de capa preta com as "garras" do Lobisomente rasgando-a, acho que era a Edição 4.

A Árvore da Vida Na Kabakah


Comecei a rabiscar a Árvore da Vida do Baronato de Shoah, com base numa árvore já existente. PAra quem leu o primeiro capítulo dá pra ter uma noção não muito clara do que ela é, para os outros fica mais como curiosidade.

Dragões de Éter - Corações de Neve

Promoção à vapor!

Conhecendo São Paulo parte II: Internet

Newsletters bacanas:

Metrô
http://www.metro.sp.gov.br/ (ao lado direito “meu cadastro”)

Livraria Cultura:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/index.asp (lado direito “Cultura por e-mail”)

Centro da Cultura Judaica: eles passam ótimos filmes, e todos de graça.
http://www.culturajudaica.org.br/ (no rodapé “cadastre-se”)

Outros sites interessantes:

Centro Cultural São Paulo: http://www.centrocultural.sp.gov.br/index.asp
Centro Cultural Banco do Brasil: http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/index.jsp
Instituto Itaú Cultural: http://www.itaucultural.org.br/
Ministério da Cultura: http://www.cultura.gov.br/site/
Artinvest: www.artinvest.com.br
Associação paulista dos amigos da arte: http://www.apaacultural.org.br/index.php

Assim, vocês sempre ficarão bem informados sobre eventos para pessoas inteligentes na cidade.

Abertura do anime Ergo Proxy

Sabe uma daquelas músicas que a gente ouve e diz "nossa, é a minha cara!". Essa aqui foi dica do Victor Bergmann, o capista do Baronato (e criador do logo ali em cima). É a abertura do anome "Ergo Proxy". Quando a ouvi conversei com ele e chegamos à conclusão "nossa é a música do Sehn."

Fica aí a dica duma banda fabulosa "Kiri" e de um desenho oriental fantástico: Ergo Proxy.

Taikodom: o eterno retorno

Eterno Retorno é baseada no game Taikodom e destaca o impacto que as tecnologias do século XXIII podem causar aos moradores da Terra.

Taikodom: o Eterno Retorno será lançado no dia 22 de outubro, quinta-feira, a partir das 19:00, na Fnac Paulista , Av. Paulista, 901, Térreo Mez. e 1º Subsolo – Bela Vista – São Paulo – SP, com a presença dos autores.

A minissérie em quadrinhos Eterno Retorno , ambientada no Universo Ficcional, o mesmo universo criado para o jogo massivo online de ação espacial Taikodom que engloba mais de 250 anos de história. A minissérie destaca o confronto de crenças e ideais de progresso entre aqueles que habitaram a Terra, num futuro não muito distante, e a sociedade que conquistou o espaço. Eterno Retorno faz o leitor refletir sobre qual o sentido da vida quando a morte é uma condição temporária e qual o lugar de cada um no mundo onde os melhores lugares já estão ocupados. As histórias em quadrinho serão publicadas em dois volumes: o primeiro, com dois dos cinco capítulos. O segundo volume deverá ser publicado em novembro.

Eterno Retorno é uma ponte entre os jogadores do game e os leitores das obras literárias que compõem a Coleção Taikodom: Taikodom: Desperta ” e Taikodom: Crônicas .

O personagem principal da obra é o malaio Gao Jung , ex-agente da polícia antiterrorismo da Terra, sociopata para alguns, herói da resistência para muitos e uma pedra no sapato para poucos, mas poderosos. Gao, que até então achava que já tinha visto de tudo, custa a acreditar no que vê quando abre os olhos no ano de 2240. Ele foi convocado das trevas para solucionar problemas que a humanidade espacial não está preparada para lidar. Gao, que não queria mais viver, agora é imortal. Pelo menos, até cumprir sua missão.

Vários personagens recheiam os capítulos da minissérie: uma inteligência artificial que se considera o próximo passo da evolução humana, uma líder corsária norte-americana que troca de corpo e de causas como troca de roupa, um contrabandista brasileiro que trata seres humanos como muamba e uma arqueóloga chinesa que traiu seus amigos, sua pátria e até mesmo seu planeta por um grande amor. Eterno Retorno foi escrita pelo jornalista Roctavio de Castro , desenhada por Eduardo Ferrara e colorida por Artur Fujita , Ronaldo Barata , Marcelo Castro , Weberson Santiago , vencedor do prêmio HQ Mix como melhor ilustrador nacional, Viviane Cavalcanti , Maxflan Araújo , Geraldo Raimundo de Oliveira , Diogo Nascimento , Akira Sanoki e Alexander Santos . O argumento original foi criado por Cristóvão Buzzarello, Roctavio de Castro e Tarqüínio Teles , fundador da Hoplon Infotainment . O livro tem 56 páginas.

Taikodom é o maior jogo massivo online já produzido no Brasil. Sozinhos ou unidos em corporações, os jogadores participam de combates e atividades de mineração e comércio em pleno espaço. A ação, ambientada no século 23, acontece em tempo real. free-to-play , o game foi lançado oficialmente em outubro de 2008 depois de quatro anos de trabalho e se mantém em constante desenvolvimento. Para saber mais sobre o universo ficcional do jogo, consulte www.universotaikodom.com.br . Para jogar, acesse www.taikodom.com.br .


Fonte: Recado Devir 179

Papo na Estante

Literatura é como história, existem os que fazem e os que falam sobre ela.

Vi essa frase no msn do Gian, editor da Tarja e acho que ela caiu como uma luva para o pessoal do podcast "Papo na Estante". Por sorte, nós temos ese podcast, que não só FALA de Literatura mas também a FAZ.
Confesso que sou viciado nesse negócio, nunca tinha escutado, mas foi baixar uma vez e não parar mais. Pelo que me lembro, perdi (ou melhor, ganhei) uma quinta-feira monótona ouvindo-os.
Eles estão participando do prêmio Podcast 2009. Basta clicar no link azul aqui do lado - Papo na estante no podcast 2009 pra ir à página de votação. Garanto a qualidade do programa.

O Papo na Estante é composto por:

Thiago Cabello - meio que o líder do negócio todo e aquele que equilibra o assunto. O site diz isso aqui sobre ele: não sabe quando e como se apaixonou pela literatura, mas é bem provável que o RPG tenha alguma culpa nesse processo. Responsável pela administração do blog, assim como pela edição do Podcast. Um dia sonhou em escrever, até notar que não levava jeito para passar as histórias que permeavam seus sonhos para o papel, sendo assim resolveu contribuir para a literatura de uma maneira diferente, mantendo o Papo na Estante.

Ana Carol - a moça da voz mais bonita do mundo, advogada, escritora e crítica literária.

Ana Rodrigues - esposa do fabuloso Estevão Ribeiro (criador da fenomenal "Os passarinhos"), escritora, agitadora cultural. Tive a oportunidade de ler seu "Anacrônicas" uma das melhores coisas já publicadas por aí (e, paradoxalmente, sem editora)

Eric Novello - copydesker, revisor, escritor. Não conheço muito o cara, mas é sempre bom atentar para suas dicas durante o programa. No blog há a seguinte informação sobre o cara: é tradutor, roteirista e escritor. Na garupa traz dois romances, participação em duas coletâneas,
um curta e um seriado para a Web louco para desencantar. Lê Nietzsche e Charlaine Harris com a mesma
cara de pau, sem medo de ser feliz. No Papo na Estante é o cara do contra com o microfone nas alturas.
Escreve resenhas de cinema e literatura para o portal e arte Aguarrás e coordena o Fantastik. Se começar
a falar de roteiros ou fantasia urbana, saia correndo enquanto é tempo.


Alfredo Monte - professor e crítico de literatura., doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, com uma tese sobre a obra de Autran Dourado.


Conhecendo São Paulo

Elaborei para os leitores do blog um pequeno resumo sobre coisas bacanas para se fazer em São Paulo pagando pouco (e na maioria das vezes nada).

Aos finais de semana, vocês podem visitar o Museu da Casa Brasileira (grátis aos domingos), e o instituto Tomie Ohtake, ambos na Avenida Brigadeiro Faria Lima nos números 2705 e 201 respectivamente. O Museu da Imagem e do Som é logo ali na Avenida Europa e também merece ser visitado. Também próxima dali temos a Igreja Nossa Senhora Do Brasil, uma das mais “chiques” de São Paulo. Lá se casam as pessoas mais ricas e poderosas que vocês podem imaginar. Defronte à igreja estacionam calmamente Mercedes, Lamborghinis, Maserattis e até mesmo Ferraris.

Até onde sei, o MASP continua de graça às terças-feiras, o Horário é das 11:00 até as 18:00 sendo que a bilheteria fecha uma hora antes. Não deixem de ver São Paulo de cima, de segunda à sexta, das 15:00 às 16:00 o Terraço Itália é aberto para visitação. Já o Edifício Altino Arantes (Banespa) pode ser “escalado” das dez da manhã até as cinco da tarde. Não percam! E para quem gosta de números, uma dica curiosa é a BMF – Bolsa de Mercados e Futuros – famosa BOVESPA. É um lugar luxuoso, é a chance de entender melhor o que é o mercado de ações, índice Dow Jones, Nasdaq entre outros. Visitas monitoradas ocorrem de hora em hora.

Tanto a Pinacoteca quanto o Museu da língua portuguesa não cobram entrada aos sábados e funcionam das 10:00 às 18:00 mas atenção! As bilheterias fecham uma hora antes. Há a Estação Pinacoteca, um espaço dedicado às artes, mas que sempre passa despercebido por ficar do outro lado da linha dos trens. Lá era a sede do antigo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e hoje funciona o Memorial da Resistência: uma homenagem aos muitos jornalistas, políticos e cidadãos comuns que perderam a vida ao denunciar as mazelas do regime ditatorial militar. É possível entrar em uma antiga cela e sentir a angústia dos que eram ali torturados, há um painel com exposição de fotos e documentos de fatos e pessoas que marcaram este momento da nossa história. Na Praça Júlio Prestes está localizada a Sala São Paulo, uma das salas de concerto mais importantes da América Latina e ouso dizer do mundo também. A OSESP é uma orquestra de altíssimo nível. Se informem sobre os concertos pois os preços são acessíveis. Idem para o Theatro Mvnicipal.

Entrem no site do METRÔ e participem do TURISMETRÔ. Vocês passeiam pelo centro histórico da cidade com guias especializados, aprendem muitas coisas legais e por isso vocês só pagam o número correspondente de viagens. (há uma surpresa mas eu não conto!) Escolham um roteiro e divirtam-se! Boa semana a todos.

O PActo de monstros

Mega Promoção da Tarja livros!

Pacto dos Monstros

A nova antologia da Multifoco conta com a minha participação. Garanta já seu exemplar!
Contatos com : hades-tanatos@hotmail.com

Em breve novidades e uma lista de autores e resumo dos contos!
Dá uma conferida na capa, amanhã tem mais novidades!



Dica de Palestras e Cursos!

Cosplay de Cigarra

Foto por Daniel Rodriguez (foi sem querer, mas foi certeira)

Fui num evento semana passada, fiz um cosplay de Cigarra, dá uma conferida!


Final Fantasy 6




Meus sonhos de criança finalmente se realizaram. Um anime de Final Fantasy que FALA de Final Fantasy. Esse aqui é baseado no 6 (o 3 japonês), na minha opinião, o melhor já lançado e que merece um remake para Play 3.

Divertidinha a abertura.

Fitness

Adentramos o mês de outubro, e o fim do ano está cada vez mais próximo. Não vai demorar muito para vermos aquela explosão insana e ridícula de corpos na televisão. Academias, dietas, equipamentos e mais um monte de tranqueiras para você se turbinar para a estação mais quente do ano. Chega a ser patético o culto ao corpo em detrimento da inteligência. É de chorar ver como as propagandas são simplórias e, apesar disso, as academias lotam, as pessoas buscam mais “qualidade de vida” e as prateleiras dos milk-shakes são as primeiras a se esvaziarem.

Um comercial muito do cretino envia dicas de “saúde” pelo celular a toda imbecil que enviar a palavra “magra” (olha o estereótipo) para certo número. É lamentável que o Ministério Público ou o Cade não se manifestem contra propagandas de tão baixo nível como essa. Nessas horas o lado animal aflora, somos um bando de famintos por sexo e só vamos à praia ou à academia para apreciar a exposição dos corpos e escolher qual deles será o mais bem preparado para a cópula, qualidade de vida uma ova! As pessoas querem mesmo é se exibir para o sexo oposto, é a dança do acasalamento.

Desde 2006 corro a São Silvestre, é um dos raríssimos momentos que encontrei para pensar em mim e, por que não, também na minha qualidade de vida. Faço o possível para não ser uma pessoa sedentária. Faço alongamentos, prefiro escadas, faço algumas flexões e abdominais em casa porém nada muito puxado nem muito regular. Tudo para tentar manter algum condicionamento, por menor que seja.

Há alguns meses, assisti a um bate-papo no SESC Vila Mariana com o Drº Drauzio Varella (ótimo escritor por sinal). Ele disse algo que arrancou risos da plateia mas que achei super verdadeiro. Com todo o respeito aos profissionais de educação física, o médico explicou que a desgraça do homem é ficar inventando baboseiras para tentar ter uma vida feliz. Com isso, tenta cada vez mais se distanciar dos animais, o que é inútil, nós somos animais. Na natureza, os animais ditos irracionais só desprendem energia basicamente para duas coisas: comida e sexo. Se um leão, um búfalo, um tucano, um macaco ou uma girafa têm alimento e sexo, eles deitam e ficam... numa boa. Até que algum dos dois acabe, ele só vai se mexer para conseguir reunir novamente esses dois ingredientes mais vitais. Se não for por isso, eles não se mexem (fugir do predador é óbvio né?). Por que o homem acredita que precisa fazer exercícios para ser feliz? Ok, não há dúvidas de que atividades físicas regulares retardam o envelhecimento, evitam uma série gigante de outras complicações naturais, garantem músculos fortalecidos, aumentam a longevidade etc e tal. Agora, é preciso entender que tudo isso, por mais comprovado que seja, é paranoia humana. Se você for ao zoológico, você não verá a onça fazendo sua corridinha matinal para se manter em forma, nunca verá cabras disputando os 100 metros rasos, muito menos um elefante fazendo alongamento, tai chi chuan, lian gong ou sei lá o quê. E agora de que lado ficamos? Dos animais e seguimos nossa tendência natural a buscar apenas o prazer e evitar o sofrimento ou suamos na esteira fazendo exercícios alucinadamente e negamos nossa origem? Cartas para o escritor. Por mais benéfico que seja se exercitar, acredito que a grande maioria das pessoas “normais” acha essa prática simplesmente penosa. É como uma tese filosófica que diz “o prazer só vem quando o prazer acaba” mas aí já entramos em outro departamento. Eis tudo, boa semana.

Aviso aos loucos: depois de aprender a rabiscar em árabe, japonês, armeno e russo, chegou a vez de aprender o idioma coreano. A Casa das Rosas abrigará em parceria com o Consulado-Geral da República da Coreia aulas demosntrativas e informativas sobre o sistema de escrita daquele país, conhecido como Hangoul. Segundo pesquisas não muito aprofundadas deste humilde blogueiro, coreanos e russos são os únicos que conhecem em detalhes a história de seu alfabeto (termo não adequado para se referir aos ideogramas coreanos) e apontam quando foi criado, por quem e em que circunstâncias. Agora já dá para enviar pedidos de paz ao ditador Kim Jong Il.

Surpresas?

Amanhã vou disponibilizar o primeiro capítulo do Baronato de Shoah aqui no blog. Você poderá baixá-lo em pdf de meu perfil no Recanto das Letras e dar uma espiada nesta obra.

Tomara que as pessoas comentem bastante e critiquem. É sempre bom ouvir opiniões.

Amanhã eu também pretendo escrever sobre a Kabalah e de como ela interfere no livro.

Cuidem-se!

Quando a gente trava

É sempre difícil falar de técnicas para escrever.
Cada leitor tem seu ritmo, seu jeito, coisas que gosta de ouvir, beber, comer ou fazer enquanto escreve. No meu caso, gosto de música pesada e Toddy (ou Nescau).
Tem gente que precisa de paz para escrever, eu preciso de ruído e pessoas. Muito dos dois. Não sei porque, mas sempre foi assim.
Cheguei num ponto do Baronato onde travei completamente. Tentei escrever mas acabei digitando umas besteiras, perdendo o ritmo, sabe? Não sei se todo mundo passou por isso, mas me enfiei numa sinuca de bico: acho que alterei tanto a história que ela virou outra coisa. Daria um novo romance, praticamente (melhor guardar esse trecho né? Vai saber…).
Comecei o Baronato com uma proposta Steampunk-fantasiosa. Um mundo que caminha de uma Idade Média para um Vitoriano confuso que não tem muita idéia do que está fazendo ou de para onde está indo. Pareceu estranho? A mim também, é legal mas é difícil escrever nos dois períodos e tentar dosar coisas de Fantasia Medieval com o período Vitoriano de Castelo Falkeinstein.
Cara, detesto perder o ritmo. Detesto mesmo.
Enfim, comecei a rascunhar uma outra coisa, baseada no cenário Éride (que era um RPg e nunca consegui escrever nada a respeito dele). Estou bem feliz com o resultado e espero poder apresentar aos Beta-Readers em breve. Se bem que dois deles já leram.

Acho que é isso… cuidem-se!